Guarda

INEM lamenta morte de doente mas invoca diferenças nos pedidos de socorro

INEM lamenta morte de doente mas invoca diferenças nos pedidos de socorro

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) reconheceu, esta quarta-feira, que quando, no dia 31 de janeiro, foi acionado o pedido de socorro para Vilar Formoso, onde morreu uma mulher de 40 anos infetada com covid-19, a VMER (viatura médica de emergência e reanimação) "se encontrava ocupada noutra emergência médica pré-hospitalar". Sobre a primeira chamada para a linha de emergência, no dia anterior ao óbito, a família e o INEM referem sintomas diferentes.

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) reconheceu, esta quarta-feira, que quando, no dia 31 de janeiro, foi acionado o pedido de socorro para Vilar Formoso, onde morreu uma mulher de 40 anos infetada com covid-19, a VMER (viatura médica de emergência e reanimação) "se encontrava ocupada noutra emergência médica pré-hospitalar". Sobre a primeira chamada para a linha de emergência, no dia anterior ao óbito, a família e o INEM referem sintomas diferentes.

"De acordo com os sinais e sintomas referidos pelo contactante (dificuldade respiratória, cansaço), foi acionada, às 15.22 horas uma Ambulância de Socorro da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) - Delegação de Vilar Formoso. Às 15.46 horas, o CODU recebeu uma chamada efetuada pela tripulação da Ambulância da CVP, já no local, informando que a vítima sofrera uma Paragem Cardiorrespiratória (PCR) e que a equipa se encontrava a realizar manobras de Suporte Básico de Vida (SBV) com recurso a Desfibrilhador Automático Externo (DAE)", poder ler-se na nota enviada à redação.

"Perante a indisponibilidade momentânea da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) da Guarda, que se encontrava ocupada numa outra missão de emergência médica pré-hospitalar, o CODU deu indicação para ser iniciado o transporte da vítima para a Unidade Hospitalar. No entanto, a VMER da Guarda ficou disponível minutos depois e foi acionada, no imediato, para a ocorrência em questão", referiu ainda o INEM, sem especificar no entanto a hora a que chegou à residência da doente que acabaria por falecer e quanto tempo distou entre o pedido e a comparência.

Chamada não foi transferida para a linha de SNS24

Sobre o pedido de socorro efetuado no sábado dia 30, isto é, na véspera da morte, o INEM esclareceu que recebeu uma chamada às 17.40 horas mas que os sinais reportados - "febre, tosse sem dificuldade respiratória" - não exigiriam o acionamento de meio de socorro, mas apenas a transferência da chamada para a linha de SNS24. Assim, ainda de acordo com INEM, "na chamada em questão não foram referidos quaisquer sinais e/ou sintomas que indicassem estar-se perante uma vítima crítica. Importa ainda explicar que no caso de serem identificadas situações de emergência médica pelos profissionais da Linha do Centro de Contacto SNS 24, as chamadas são novamente encaminhadas para o CODU, o que efetivamente não se verificou".

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Por fim, o INEM diz lamentar "profundamente o desfecho que a situação veio a conhecer, na certeza de que por parte deste instituto e dos seus profissionais e parceiros, tudo foi feito para evitar esse desfecho", concluiu.

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