O Jogo ao Vivo

SNS

INEM observou 157 doentes à porta de dois hospitais

INEM observou 157 doentes à porta de dois hospitais

Profissionais do Instituto Nacional de Emergência Médica observaram 157 doentes nos hospitais de Santa Maria e Garcia de Orta, para libertar as ambulâncias que se acumulavam nas urgências. A maioria acabou por ser tratada naquelas unidades.

As pré-triagens realizadas pelos profissionais do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) em dois hospitais da região de Lisboa permitiram a observação de centena e meia de doentes. A maioria (70%) eram casos graves.

Em comunicado, o INEM adianta que entre 29 de janeiro e 1 de fevereiro foram vistos 85 doentes que aguardavam admissão no serviço de urgência do Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

PUB

"A maioria dos casos, cerca de 68,2%, deram entrada imediata no serviço de urgência ou mantiveram-se a aguardar na área de apoio clínico, pois eram doentes com gravidade e indicação para internamento (triados com as cores vermelho, laranja e amarelo)", lê-se no documento.

Os restantes foram encaminhados para os Centros de Saúde de Sete Rios, Odivelas e Póvoa de Santo Adrião, ou receberam alta para o domicílio.

No Hospital Garcia de Orta, em Almada, a operação decorreu de 31 de janeiro a 3 de fevereiro e nesta foram vistos 72 doentes. Aqui, 70,8% eram-se casos graves que acabaram por ficar no hospital. Os menos graves foram encaminhados para as Áreas Dedicadas para Doentes Respiratórios (ADR) do Seixal e Trafaria.

46 ambulâncias numa noite

O INEM recorda ainda que esta operação, que já foi desmobilizada, se deveu ao número elevado de casos de covid-19 verificado no final de janeiro, que provocou um "congestionamento de ambulâncias à entrada dos serviços de urgência de alguns hospitais". Em Santa Maria, numa das noites, chegaram a ser 46.

Para fazer face à situação, com o apoio da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, em articulação com as instituições de saúde, foram instalados postos de pré-triagem e áreas de apoio clínico.

Às equipas do INEM, compostas por médicos, enfermeiros e técnicos de emergência pré-hospitalar, coube avaliar o estado clínico dos doentes nas ambulâncias e garantir a sua vigilância.

Os doentes emergentes ou mais graves deram entrada diretamente nos serviços de urgência e os doentes menos graves (triados como amarelos ou laranjas) aguardaram vaga numa área de apoio clínico mais reservada.

Já os doentes com situação clínica que permitisse a sua estabilização nos Cuidados de Saúde Primários foram referenciados para centros de saúde da área.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG