Pandemia

INEM testa passageiros do último voo de Moçambique a aterrar em Lisboa

INEM testa passageiros do último voo de Moçambique a aterrar em Lisboa

São mais de 200 os passageiros que chegaram este sábado ao final da tarde a Lisboa no último voo proveniente de Moçambique. Todos têm de ser testados antes de sair do aeroporto, numa operação que o INEM espera concluir antes da meia-noite.

O INEM está a testar os 262 passageiros que chegaram, este sábado ao final da tarde, ao aeroporto de Lisboa no último voo proveniente de Moçambique, na sequência da suspensão de ligações aéreas a sete países da África Austral.

Além do teste de despistagem da covid-19, os passageiros terão de cumprir 14 dias de isolamento profilático.

"Às 18.41 horas aterrou um avião proveniente de Maputo que traz 262 passageiros. O que está a acontecer é uma operação conjunta. O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) está a garantir do ponto de vista técnico a realização de testes a todos os passageiros", disse aos jornalistas Bruno Borges, do INEM.

O mesmo responsável esclareceu que esta operação está a ser realizada na sequência da decisão do Governo que "prevê que todos os passageiros façam à entrada em território nacional um teste antigénio ou um teste PCR, no sentido de garantir que todas as pessoas que entram em território nacional não estão com a doença face a esta nova variante que temos que é muito agressiva".

"As pessoas têm que fazer um teste e depois têm que cumprir 14 dias de isolamento profilático. Estão a ser notificadas pelo SEF nesse sentido e assim que foram acabadas as colheitas a todos os passageiros, os testes serão entregues no Instituto Ricardo Jorge", disse Bruno Borges.

Às 19.20 horas já tinha sido feita a recolha de amostra biológica para os testes de dez passageiros.

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O responsável referiu ainda que os resultados dos testes não vão ser conhecidos este sábado.

"Os residentes em território nacional vão garantir o seu isolamento profilático no domicílio. Quem não tiver alojamento, será acompanhado e as autoridades de saúde determinarão o local onde será feito esse isolamento", acrescentou Bruno Borges.

De acordo com uma nota do MAI, divulgada na sexta-feira, "a partir das 0 horas deste sábado, 27 de novembro, todos os passageiros de voos oriundos de Moçambique (assim como da África do Sul, Botsuana, Essuatíni, Lesoto, Namíbia e Zimbabué) ficam obrigados a cumprir uma quarentena de 14 dias após a entrada em Portugal continental, no domicílio ou em local indicado pelas autoridades de saúde".

O MAI especifica ainda que a obrigatoriedade de quarentena de 14 dias é extensível "aos cidadãos que entrem em território nacional que tenham saído de algum daqueles sete países nos 14 dias anteriores à sua chegada a Portugal".

"Estas medidas restritivas visam prevenir a disseminação da nova variante do vírus SARS-CoV-2", justifica o governo.

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