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INEM transportou grávida para hospital que sabia estar sem vagas

INEM transportou grávida para hospital que sabia estar sem vagas

Uma mulher de 32 anos foi encaminhada pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, na passada sexta-feira, quando este já tinha avisado que estava sem vagas no bloco de partos. A grávida foi depois transportada para o Hospital Fernando Fonseca, na Amadora, que era "a unidade da área de referência neste caso".

De acordo com nota enviada ao JN pelo Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN), que integra o Hospital de Santa Maria, foi feito "o necessário aviso ao CODU-INEM da ocupação integral do seu bloco de partos" na sexta-feira, dia 30 de setembro. "Contudo, apesar deste alerta, o CODU-INEM enviou esta grávida para o CHULN numa altura em que se mantinha o aviso sobre a ocupação total do seu bloco de partos", precisa o mesmo documento.

Perante a situação, o Hospital de Santa Maria contactou outros hospitais da região de Lisboa e Vale do Tejo, "mantendo a devida vigilância do feto e da grávida". A mulher de 32 anos foi transportada para o Hospital Fernando Fonseca, "com o apoio da viatura rápida da VMER [Viatura Médica de Emergência e Reanimação] e por indicação do CODU".

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O INEM aponta que o CODU ligou para o Hospital de Santa Maria para confirmar a disponibilidade, mas não adianta qual a resposta da unidade. A mulher era seguida naquele hospital, diz o instituto, tendo-se confirmado "no local" que o Santa Maria "não tinha capacidade para, no momento, receber a utente".

"O transporte foi sempre realizado pelos Bombeiros Voluntários de Belas, com acompanhamento, permanente, da equipa da VMER" do Hospital de Santa Maria, explica o instituto.

Fonte do Hospital Fernando Fonseca confirma que o parto foi ali realizado e que a "mãe e o filho encontram-se bem".

Na mesma nota, o CHULN "lamenta todo o incómodo para a grávida e respetivos familiares", embora garanta que cumpriu a sua missão e informou o CODU "em devido tempo sobre a total ocupação das suas salas de partos".

O centro hospitalar defende que "tem vindo a assumir desde há vários meses boa parte da resposta na área de obstetrícia da região", mas que "há momentos em que a capacidade do bloco de partos está ocupada a 100%". Não podendo, por isso, receber "mais grávidas".

Segundo o site do Serviço Nacional de Saúde, o Hospital de Santa Maria e o Hospital Fernando Fonseca não apresentam, este domingo, qualquer constrangimento no serviço de urgência de obstetrícia e ginecologia.

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