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Inês Sousa Real diz que PAN quer "ser Governo" nas próximas eleições

Inês Sousa Real diz que PAN quer "ser Governo" nas próximas eleições

Inês Sousa Real, recém-eleita líder do PAN, admitiu que o partido quer "ser Governo" nas próximas legislativas. Referindo que as divisões entre Esquerda e Direita são "uma ultrapassada dicotomia", desafiou o Governo a apresentar um Orçamento de Estado "ambientalista e animalista".

"Caso os eleitores assim o desejem, estaremos prontos para mais e melhores desafios e responsabilidades", afirmou Inês Sousa Real este domingo, no encerramento do VIII Congresso do partido, em Tomar.

Logo depois, especificou: o objetivo do partido é ganhar força até às legislativas de 2023, "às quais nos apresentamos, evidentemente, para ser Governo". Os cerca de 150 militantes que enchiam a sala - e que empunhavam bandeiras de várias cores, incluindo algumas da causa LGBT -, irromperam em aplausos.

"Não descansaremos, não baixaremos os braços, demore os anos que demorar, até chegar à altura da história política em que possamos dizer: este Orçamento do Estado (OE) é um Orçamento PAN, este Governo é um Governo PAN", afirmou. Por outras palavras, até que o país comece a promover "políticas públicas inclusivas, ecocêntricas e promotoras da dignidade inter-espécies e intergeracional".

Sousa Real considerou que o partido está "em crescimento" e tem a "enorme responsabilidade" de dar respostas ao país. "Daqui a dois anos" - ano de legislativas - espera estar "numa posição ainda mais forte". "Se conseguirmos manter esta força vamos conseguir lutar pelas causas de todas e todos nós", insistiu.

Esquerda é incoerente e a Direita é "voraz"

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Quanto ao OE, o PAN defende que ele "tem de colocar a tónica no desafio das nossas vidas, que é o combate às alterações climáticas". Nesse sentido, a líder exige um Orçamento "ambientalista e animalista, promotor de um maior respeito por todas as formas de vida". Numa palavra, que vá além da visão "de curto prazo e redutora" dos sucessivos Governos.

Inês Sousa Real disse haver quem se "inquiete" por o PAN não ser "nem de Esquerda nem de Direita". Para a dirigente, o segredo do partido tem sido não compactuar com essa "ultrapassada e redutora dicotomia".

E explicou: apesar de "apregoar" preocupações ambientais, a Esquerda viabiliza projetos como o aeroporto do Montijo e "diaboliza" a propriedade privada"; já a Direita defende uma "economia voraz" que destrói o mundo rural e natural: "A tradicional dança entre a Esquerda e a Direita não serve" para o futuro, reafirmou.

Sobre as eleições autárquicas de setembro/outubro, o desafio que agora se avizinha, afirmou ter uma "forte convicção" de que o partido vai "reforçar" o número de eleitos.

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