Transportes

Infraestruturas ferroviárias pioraram nos últimos dois anos

Infraestruturas ferroviárias pioraram nos últimos dois anos

Utilizadores deram opinião à Autoridade da Mobilidade e dos Transportes no último trimestre de 2019 sobre a ferrovia.

As empresas de transporte ferroviário a operar em Portugal manifestaram uma insatisfação generalizada relativamente à infraestrutura ferroviária e as instalações de serviço "que consideraram ter piorado nos últimos 2 anos", divulgou a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT).

No inquérito relativo ao terceiro trimestre de 2019, divulgado esta quarta-feira, a AMT destaca que o nível de insatisfação manifestado não reflete ainda o impacto da pandemia de covid-19, nem dos investimentos ferroviários do Plano Nacional de Investimentos 2030 (PNI2030).

Sobre as infraestruturas deficitárias, as empresas de transportes ferroviários identificaram como "medidas prioritárias, entre outras, a redução no número de limitações de velocidade, diminuição das restrições de horários, e a conclusão da eletrificação da rede", destacando ainda, no que toca ao transporte de passageiros, a necessidade de "medidas prioritárias passam pela eletrificação e sinalização e aumento da segurança ao longo da via".

No que respeita ao transporte de passageiros, os utilizadores mantiveram "um sentimento generalizado de insatisfação relativo a todos os serviços ferroviários de passageiros", sobretudo no que respeita aos transportes regionais. Só o Alfa Pendular teve apreciação positiva. Entre os causadores de insatisfação estão motivos relacionados com atrasos e perturbações e condições para passageiros portadores de deficiência ou mobilidade reduzida. Pela positiva, nos últimos dois anos, melhoraram os sentimentos dos utilizadores quanto a "preços e aquisição de títulos".

No transporte de mercadorias, os operadores também manifestam "insatisfação generalizada com o serviço de transporte ferroviário de mercadorias, sobretudo quanto ao preço elevado e a rigidez dos horários das atividades de carga e descarga". Sugerem "a redução dos preços, maior flexibilidade para a realização de novas rotas, melhoria da pontualidade e fiabilidade, melhoria das infraestruturas de carga e descarga, criação de comboios multi-cliente/multi-produto, incremento da capacidade de transporte e a melhoria na intermodalidade com o transporte rodoviário". Como pontos positivos, assinalaram "a pontualidade, a proteção das mercadorias e a duração do transporte".

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