Operação Marquês

Iniciativa Liberal: "A democracia ficou hoje mais frágil"

Iniciativa Liberal: "A democracia ficou hoje mais frágil"

A Iniciativa Liberal considera que "a democracia ficou hoje mais frágil" com a decisão instrutória da Operação Marquês, avisando que a ideia de que a justiça "pode ter sido politizada em várias fases" intoxica a confiança nas instituições.

O juiz de instrução criminal Ivo Rosa decidiu mandar para julgamento o ex-primeiro ministro José Sócrates, o seu amigo e empresário Carlos Santos Silva, o ex-ministro Armando Vara, o banqueiro Ricardo Salgado, todos por crimes económicos e financeiros, mas deixou cair as acusações de corrupção e fraude fiscal.

Numa publicação na rede social Facebook em reação às decisões conhecidas esta tarde, a Iniciativa Liberal, partido representado no Parlamento pelo deputado único e presidente, João Cotrim Figueiredo, defende que a "democracia ficou hoje mais frágil" e alerta que "quando as instituições democráticas se revelam pouco consistentes só fortalecem quem as quer atacar".

"A ideia de que a justiça é lenta e ineficiente e que pode ter sido politizada em várias fases deste processo é algo que nos deve deixar a todos incomodados e que intoxica a nossa confiança nas instituições", condena.

Na perspetiva dos liberais, se "José Sócrates é culpado de corrupção, a justiça falhou porque a prova que recolheu não foi suficiente, porque a acusação não foi capaz de construir um caso sólido e porque a lentidão do sistema permitiu que muitos crimes prescrevessem".

No entanto, para a Iniciativa Liberal a gravidade mantém-se caso o antigo primeiro-ministro seja inocente", uma vez que, nessa situação, a "justiça falhou ao permitir que fosse detido em direto e passasse nove meses em prisão preventiva e ao facilitar a circulação de notícias que serviram para uma condenação na praça pública".

Num apelo para que as pessoas não desistam do país, os liberais afirmam que lutam "por uma justiça independente, célere, imparcial e eficiente".

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O juiz de instrução criminal Ivo Rosa decidiu mandar para julgamento o ex-primeiro ministro José Sócrates, o seu amigo e empresário Carlos Santos Silva, o ex-ministro Armando Vara, o banqueiro Ricardo Salgado, todos por crimes económicos e financeiros, mas deixou cair as acusações de corrupção e fraude fiscal.

Dos 28 arguidos, Ivo Rosa pronunciou apenas estes cinco e ilibou, entre outros, os ex-líderes da PT Zeinal Bava e Henrique Granadeiro, o empresário Helder Bataglia e o ex-administrador do Grupo Lena Joaquim Barroca, que estava indiciado por 21 crimes.

Dos 189 crimes que constavam na acusação, num processo que começou a ser investigado em 2013, só 17 vão a julgamento, mas o procurador Rosário Teixeira, responsável pelo inquérito, anunciou que ia apresentar recurso da decisão para o Tribunal da Relação de Lisboa.

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