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Iniciativa Liberal estreia-se a criticar "tentáculos do Estado"

Iniciativa Liberal estreia-se a criticar "tentáculos do Estado"

João Cotrim Figueiredo, deputado da Iniciativa Liberal (IL), encontra uma diferença enorme" entre aquilo que o Governo propõe e aquilo de que o país precisa".

O deputado recém-eleito por Lisboa - o único desta força política que conseguiu garantir um mandato - usou o tempo que lhe foi atribuído (dois minutos e meio, sendo que superou essa marca em mais de um minuto) para lançar críticas ao que considera serem "os tentáculos do Estado" na economia, setor que o partido quer ver mais desregulado.

Cotrim Figueiredo denunciou uma carga fiscal que defende ser demasiado elevada, prejudicando dessa forma tanto os contribuintes como as empresas, e acusou o Governo de querer impedir as pessoas de usarem hospitais privados "por preconceito ideológico", numa referência ao facto de o Executivo de António Costa não prever a celebração de mais Parcerias Público-Privadas (PPP) na Saúde.

Costa responde... com a mira apontada ao PSD

O primeiro-ministro optou por, num primeiro momento, seguir a via da ironia e do humor. António Costa saudou Cotrim Figueiredo por este se assumir como "autenticamente liberal", por oposição àqueles que são "envergonhadamente liberais": "finalmente o PSD tem alguém em quem pode rever-se nesta Assembleia", disse Costa.

Depois dessa introdução, o líder do Governo desvalorizou a intervenção da IL, mostrando-se desiludido por não ter ouvido, da parte do partido, "alguma coisinha, uma única ideia diferente para o país". António Costa terminou a recomendar a Cotrim Figueiredo que lesse o programa de Governo porque, ao contrário do que o tom de Cotrim Figueiredo fez supor, "não há lá uma única proposta de aumento de impostos", nem para cidadãos nem para empresas.

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