Presidenciais

Inscrição "massiva" obriga a criar mais 100 mesas de voto

Inscrição "massiva" obriga a criar mais 100 mesas de voto

Mais de 204 mil pessoas inscreveram-se no voto antecipado em mobilidade, que se realiza este domingo. Uma inscrição "massiva", classifica o Governo. Quanto ao voto no domicílio ou em lares, inscreveram-se, esta quinta-feira, 534 eleitores.

Nem o Governo estava à espera de uma adesão tão "massiva" ao voto antecipado em mobilidade, admitiu, esta quinta-feira, o secretário de Estado Adjunto da Administração Interna, Antero Luís, numa conferência de Imprensa sobre as regras da votação nas presidenciais do próximo dia 24.

Segundo Antero Luís, inscreveram-se mais de 204 mil pessoas para votarem, por antecipação, no próximo domingo, o que obrigou à criação de mais 100 mesas de voto do que inicialmente previsto. No total, serão 600 mesas de voto em todo o país.

O secretário de Estado revelou ainda que o acréscimo de eleitores inscritos verificou-se sobretudo em dez concelhos e foram quatro as localizações alternativas que tiveram que ser encontradas.

Esta quinta-feira, também arrancaram as inscrições para o voto no domicílio, que vai abranger também os eleitores residentes em lares. Segundo o governante, à hora da conferência de Imprensa, estavam inscritas 534 pessoas, residentes em 109 concelhos. "98% estão confinadas no concelho de recenseamento", especificou Antero Luís, convicto de que essa será uma tendência durante o período de inscrição, que termina no domingo.

Recorde-se que só se podem inscrever no voto no domicílio, os eleitores que estejam ou tenham entrado em confinamento até ao dia de hoje, quinta-feira. O confinamento tem que decorrer no concelho onde o eleitor está recenseado ou num limitrofe e tem que se prolongar além do dia 24, dia da votação presencial nas eleições para Belém.

"Os que amanhã (sexta-feira) ficam confinados já não podem votar. É o que decorre da lei", confirmou o secretário de Estado, explicando que se "se esperasse até ao último minuto já não seria possivel cumprir todos os procedimentos". É que, a votação ao domicílio decorre entre os dias 19 e 20 e os votos recolhidos nas casas e nos lares têm que ficar 48 horas em quarentena. Depois, serão descarregados nas urnas das mesas de voto onde o eleitor teria que votar presencialmente.

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De acordo ainda com Antero Luís, foram realizadas 16 ações de formação (envolvendo 291 pessoas) com equipadas das autarquias, que vão criar as mesas de voto, alémde 75 ações de formação (envolvendo 576 pessoas) com equipas de recolha de votos.

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