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Instituto do Sangue "atento" às reservas, mais baixas devido às férias

Instituto do Sangue "atento" às reservas, mais baixas devido às férias

O Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) diz que as reservas de sangue e componentes sanguíneos que se verificam nesta altura são as "características do período de verão", habitualmente marcado por "alguma instabilidade", na sequência das férias de muitos dadores.

"No final da semana passada, os dias de reserva estratégica nacional, considerando as reservas existentes nos hospitais e no IPST, situavam-se entre os 19 e 52 dias considerando a reserva de concentrados eritrocitários dos hospitais e entre os 3 e 29 dias considerando a reserva de concentrados eritrocitários do IPST, sendo os grupos sanguíneos mais afetados, o 'A negativo', o '0 negativo' e o 'B negativo'", indica o Instituto em resposta ao JN.

O IPST garante que "está atento a esta situação e reforça que se mantém a necessidade diária de componentes sanguíneos".

Reforça, também, a "necessidade de dádiva regular e faseada ao longo do ano, uma vez que nos hospitais portugueses são necessárias cerca de mil unidades de sangue e componentes sanguíneos todos os dias" e "os componentes sanguíneos têm um tempo limitado de armazenamento", que é de "35 a 42 dias para os concentrados eritrocitários; 5 a 7 dias para as plaquetas".

SMS e campanha

Para promover a dádiva, têm-se procurado alternativas, que passam pela procura de espaços perto de locais de veraneio e pelo "envio de SMS aos dadores". Durante este mês irá decorrer, numa parceria com a Cruz Vermelha Portuguesa, uma campanha de promoção da dádiva de sangue, nas redes sociais, com a colaboração de várias figuras públicas.

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Dar resposta às necessidades

De uma forma geral, refere o Instituto Português do Sangue e da Transplantação, as "reservas de sangue têm mantido níveis de estabilidade que permitem dar resposta às necessidades existentes".

"No ano de 2020, claramente marcado pelo contexto de pandemia, observou-se uma redução de apenas 7% nas colheitas, que coincidiu com o abrandamento das atividades hospitalares, o que se traduziu num equilíbrio entre as colheitas e os consumos", refere.

No IPST, entre janeiro e o final de junho de 2021, "verificou-se um aumento de 15% no total de dádivas, relativamente ao período homólogo do ano anterior". Segundo o IPST, realizaram "dádiva pela primeira vez, até ao final de junho, 15 493 dadores, mais 75% do que no período homólogo de 2020".

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