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20 factos sobre transportes públicos em Portugal

20 factos sobre transportes públicos em Portugal

A Pordata lança, esta quinta-feira, uma nova base de dados dedicada aos Transportes, com informação que recua aos anos 60 e 70, para assinalar o sétimo ano de existência. O projeto da Fundação Francisco Manuel Dos Santos já ultrapassou as 41 milhões de visualizações e foi acedido a partir de todos os países do mundo. Fique a saber 20 factos curiosos sobre os Transportes em Portugal.

1. Os comboios transportam hoje quase o mesmo número de passageiros do que há 48 anos. Em 1967, 138 milhões de pessoas viajavam por via-férrea. Em 2015, as composições acolheram quase o mesmo número pessoas: 130,4 milhões. O ano de ouro dos comboios foi 1988, tendo ultrapassado os 230 milhões de clientes. Seguiu-se uma sangria na procura. O pior ano da ferrovia nacional foi 2013, com 126,07 milhões de passageiros. Nos três últimos anos, registam-se sinais ainda ligeiros de recuperação de clientes.

2. Dos 3621 quilómetros de ferrovia nacional, apenas 2546 quilómetros estão em exploração. 29,7% da rede ferroviária portuguesa está desativada.

3. Os comboios perderam 75% dos trabalhadores em 48 anos. Em 1967 dava emprego a 24.727 pessoas. O número de funcionários ao serviço do transporte ferroviário tem vindo a cair desde 1989. No início do século XXI, tinha o dobro do pessoal do que em 2015 (6020 trabalhadores).

4. Desde 1977 que o transporte ferroviário é utilizado, sobretudo, para percursos urbanos e suburbanos, ou seja, de curta distância.

5. Atualmente há o dobro dos acidentes nas estradas portuguesas, quase o triplo dos feridos, mas menos mortes do que em 1960. Nesse ano, a maioria das vítimas era por atropelamento (53%). Em 2015, os acidentes mais comuns são as colisões e os despistes. 1975 foi o ano negro com o maior número de mortes nas estradas lusas desde 1960: 2676 pessoas (921 por atropelamento) morreram em 1975. Houve cinco vezes menos mortes nas estradas em 2015 (473).

6. Nunca foram atropeladas tão poucas crianças estradas nacionais como em 2015. O ano terminou com 672 vítimas com idade igual ou inferior a 14 anos. O grupo etário que sofre mais atropelamentos tem entre 15 e 64 anos, correspondendo a 56,4% das vítimas em 2015. Até 2014, a maioria dos peões colhidos era do sexo feminino. A partir desse ano, as mulheres passaram a ser a maioria das vítimas.

7. Existem 590 veículos motorizados em circulação para cada mil habitantes em Portugal. Dá uma média de uma viatura para cada dois habitantes.

8. Quase dois em cada três carros de passageiros em circulação têm 10 ou mais anos e só 6,7% possuem menos de dois anos. As estatísticas, disponibilizadas pela Pordata, apontam para a redução na compra de automóveis em 2012 e em 2013, que corresponderam aos piores anos da crise.

9. Cada vez mais os portugueses fogem da gasolina. Em 2010, 57,4% dos veículos eram a gasóleo. Cinco anos depois, são 62,8%. Sobram 36% a gasolina e os restantes combustíveis, com destaque para o GPL, ficam-se pelos 1,2%.

10. 98% dos veículos motorizados em circulação são automóveis. Portugal possui mais de seis milhões de veículos em circulação.

11. Portugal tem 3065 quilómetros de autoestradas. Em 1972 havia 66 quilómetros. Dez anos depois, eram 169 quilómetros. Entre 1988 e 2015, ganhou 2854 quilómetros.

12. Dos três principais aeroportos nacionais, o Porto foi aquele que registou maior crescimento no tráfego ao longo dos anos. Hoje tem 34 vezes mais passageiros do que em 1970. À data, com 237 mil passageiros, tinha uma quota de 7% do total de tráfego dos aeroportos do país. Em 2015, representa 20%. Desde 2011 que o Porto ultrapassou o equipamento de Faro e passou a ser o segundo aeroporto português com maior circulação de passageiros. No entanto, um em cada dois passageiros que viajaram de avião em 2015 partiu ou aterrou em Lisboa.

13. Os aeroportos nacionais bateram o recorde de passageiros em 2015: 39,6 milhões. O crescimento tem sido constante desde 1970, ano em que viajaram 3,35 milhões de pessoas de avião. O recordista é o aeroporto de Lisboa com um total de 20,1 milhões de passageiros em 2015. Seguem-se Porto com mais de oito milhões e Faro com 6,43 milhões.

14. Os aviões nunca andaram tão cheios como em 2015. Os voos domésticos transportaram, em média, 76,9 pessoas. Cada voo internacional acomodou 123 pessoas. Há seis anos viajavam menos pessoas por avião: 69,7 passageiros eram a média por voo doméstico e 90 por voo internacional.

15. As companhias aéreas portuguesas efetuam praticamente o mesmo número de rotas do que há 10 anos: cerca de 350 rotas. Mas vão mais longe. Se, em 2005, uma rota tinha, em média, 1674 quilómetros (equivalente à distância entre Lisboa e Paris), hoje percorre, em média, 2149 quilómetros (equivalente a Lisboa-Londres).

16. Quatro em cada cinco passageiros transportados pelas companhias aéreas portuguesas viajam para o estrangeiro.

17. Chegam cada vez mais navios de cruzeiros à costa portuguesa, mas poucos passageiros embarcam ou desembarcam. Em 2005 passavam 1121 cruzeiros por Portugal, em 2015 foram 1766 navios com um total de 1,27 milhões de pessoas a bordo. Destas, 1,22 milhões estavam em trânsito (com ou sem excursão a terra).

18. Espanha foi o país para onde Portugal exportou mais mercadorias por via marítima. 11,8% foram para o país vizinho em 2015. Seguem-se os Estados Unidos, os Países Baixos e a Argélia. No entanto, a Europa continua a ser o principal destino das exportações.

19. Desde 1997 que as importações têm maior peso do que as exportações no transporte internacional de mercadorias por via marítima. Entre 1997 e 2007, as exportações não ultrapassavam os 20%. Em 2015 correspondem a 35% do transporte marítimo internacional.

20. O número de passageiros no Metro de Lisboa é hoje quatro vezes superior ao de 1967, porém o número de funcionários tem vindo a decrescer. Em 2015, a empresa operava com 1381 pessoas. Desde 1975 que não tinha tão poucos funcionários. À data, o metro explorava três linhas e transportava 86,2 milhões de pessoas. Em 2015, operou quatro linhas e transportou 211,4 milhões.

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