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A selva do estacionamento no Porto e em Lisboa

A selva do estacionamento no Porto e em Lisboa

Com o alargamento das zonas pagas, estacionar nas grandes cidades é cada vez mais um pesadelo para os automobilistas, tal é a falta de lugares disponíveis. Em Lisboa e Porto não falta quem recorra a passeios, ou abandone a viatura em segunda fila, deixando uma imagem caótica da mobilidade urbana.

Em cima do passeio, num descampado em plena cidade, com os pneus travados por pedras, ou em segunda fila para "ir ao banco". Estas são cenas do quotidiano nas duas maiores cidades portuguesas, devido à falta de estacionamento gratuito e à preferência assumida dos cidadãos pelo automóvel, que a justificam com a falta de eficácia dos transportes públicos. Em Lisboa, a Câmara promete mais parques dissuasores nas entradas da cidade e vai alargando até à periferia as zonas pagas, enquanto no Porto, só de janeiro a setembro deste ano já houve mais de 2200 carros rebocados por estacionarem em lugares reservados a cidadãos com deficiência. O JN Urbano foi conhecer os cenários do caos e concluiu que o fenómeno começa também a sentir-se em cidades de dimensão média.