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Álvaro Santos Pereira economista e professor no Canadá

Álvaro Santos Pereira economista e professor no Canadá

O economista Álvaro Santos Pereira, docente de Desenvolvimento Económico e Política Económica na Simon Fraser University, em Vancouver, autor do blogue "Desmitos" e de vários livros é o novo ministro da Economia.

Natural de Viseu, com 39 anos, é professor associado na Simon Fraser University e professor visitante de Macroeconomia na University of British Columbia, ambas no Canadá.

Licenciado em Economia pela Universidade de Coimbra e doutorado em Economia pela Simon Fraser University, também leccionou Economia Europeia e Desenvolvimento Económico no departamento de Economia da Universidade de York, em Inglaterra.

É autor do blogue "Desmitos" e é autor dos livros "O Medo do Insucesso Nacional", "Os Mitos da Economia Portuguesa" e "Diário de um Deus criacionista" bem como vários artigos em revistas internacionais.

Actualmente é colunista no jornal "Público". Desde 2001, colaborou regularmente com o "Diário de Notícias" e o "Diário Económico", e tem escrito ocasionalmente para o "Expresso", a revista "Exame" e o "Jornal de Notícias".

Em abril, na apresentação das conclusões do movimento cívico "Mais Sociedade", apadrinhado pelo líder do PSD, Pedro Passos Coelho, Álvaro Santos Pereira disse que votar em José Sócrates era "votar para ter a maior taxa de desemprego dos últimos 90 anos, votar na irresponsabilidades e certamente na bancarrota do país".

No evento, o economista defendeu uma nova política económica, a necessidade de "fazer uma verdadeira consolidação orçamental", algo que diz não ter sido feito nos últimos anos, uma verdadeira reforma na administração pública, considerando que o PRACE foi "um fracasso total e um fingimento", o combate ao endividamento e a necessidade de tornar as contas públicas transparentes.

"O problema das contas públicas portuguesas é que são muito pouco transparentes. UTAO, OCDE, FMI... todos eles reclamam há anos que as contas públicas são pouco transparentes", acusou, acrescentando que as Parcerias Público Privadas (PPP) têm servido "para tentar fingir que não é o Estado que as está a fazer (obras), são os privados".

Entre as propostas do economista, destaque para a diminuição rápida da taxa social única, de 23,75 para 13,75% - ou mesmo para 8,75% -, compensado através de um aumento dos impostos sobre o consumo e de redução da despesa e ainda a extinção da possibilidade de recorrer a medidas extraordinárias como modo de diminuir de forma artificial o défice orçamental a cada ano.

O economista defende ainda um corte de 10% das aquisições de bens e serviços de todas as entidades públicas, de 10 e 15% de todas as entidades e organismo não ligados à educação e saúde, baixar a despesa pública para 40% do PIB, a fusão, extinção e redução de 33 a 50% de todas as entidades públicas, diminuição do número de municípios e de freguesias, e extinção dos governos civis.