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Ambientalistas da Quercus querem suspensão da caça a norte do Tejo

Ambientalistas da Quercus querem suspensão da caça a norte do Tejo

A Quercus pediu, este domingo, ao Governo a suspensão da caça a norte do rio Tejo, argumentando que, depois dos incêndios que afetaram aquela zona, morreu "um número incalculável de animais selvagens" e foram destruídos os seus "habitats".

Em comunicado, a Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza recorda que "os trágicos incêndios que ocorreram em 2017 queimaram mais de 500 mil hectares com principal incidência nas regiões a norte do rio Tejo e, principalmente, em áreas predominantemente rurais".

Estes incêndios provocaram também "a morte de um número incalculável de animais selvagens e a destruição dos seus 'habitats'", que, tendo em conta a "vastidão das áreas queimadas e escassez de alimentos", têm procurado "refúgio e alimentação nas poucas e reduzidas áreas verdes das zonas mais afetadas, muitas vezes perto das povoações".

A Quercus indica ainda que recebeu "dezenas de denúncias de abate indiscriminado de coelhos que se aproximam das habitações para se alimentarem nas únicas zonas verdes disponíveis".

Por isso, e considerando "a gravidade e o caráter excecional da situação", a organização apela ao Governo, em concreto aos ministros do Ambiente e da Agricultura que tomem "medidas no sentido de proibir a caça a norte do rio Tejo como medida excecional".

O Governo discutiu no sábado a reforma nos sistemas de prevenção e combate aos incêndios e medidas de emergência de apoio às vítimas, depois dos incêndios de Pedrógão Grande (junho) e da zona Centro (15 e 16 de outubro), que provocaram a morte a mais de 100 pessoas e que deixaram um rasto de destruição de casas, empresas e património florestal.