Solidariedade

Portuguesa subiu Monte Vinson na Antártida para apoiar crianças

Maria Cristina participa em desafios desportivos para angaria fundos que apoiam crianças no Bangladesh

Foto Facebook.com/mariacristinafoundation

Maria Cristina participa em desafios desportivos para angaria fundos que apoiam crianças no Bangladesh

Foto Arquivo Global Imagens

Maria Cristina participa em desafios desportivos para angaria fundos que apoiam crianças no Bangladesh

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A filantropa Maria Conceição atingiu o cume do Monte Vinson, na Antártida, completando com sucesso o objetivo da expedição ao polo sul, que visa angariar fundos para ajudar crianças bengalis a prosseguir os estudos.

A subida, realizada na quarta-feira em cerca de seis horas e meia, foi feita sob condições difíceis de 35 graus centígrados negativos e ventos de 10 quilómetros por hora, o que forçou o regresso quase imediato ao campo de base, adiantou esta quinta-feira um colaborador à agência Lusa.

A portuguesa estava num grupo reduzido de pessoas da expedição original que partiu a 3 de janeiro em direção ao polo sul, ponto que alcançou a 11 de janeiro, e que escolheu incluir o Monte Vinson ao desafio.

Maria Conceição terá sido a primeira mulher portuguesa a chegar ao ponto no hemisfério sul em que o eixo da Terra interceta a superfície terrestre.

Parte dos chamados "Sete Cumes", as elevações mais altas de cada um dos continentes, o pico do monte Vinson, situado a 4892 metros de altura, foi alcançado pela primeira vez em 1966 por um grupo de exploradores norte-americanos.

Maria Conceição já tinha sido a primeira mulher portuguesa a alcançar o topo do Evereste, em 2011, e também já subiu aos montes Kilimanjaro, Elbrus, Denali, faltando apenas o Puncak Jaya, na Indonésia, e o Aconcágua, na Argentina, para completar a lista.

A antiga assistente de bordo admite não se considerar uma atleta e garante que entrou nestes desafios apenas com o objetivo de angariar fundos para a Fundação Maria Cristina (FMC), que criou em 2005 para ajudar crianças bengalis pobres.

Maria Conceição precisa de garantir dinheiro suficiente para pagar as propinas e refeições de 40 das 124 crianças que tem a cargo para que comecem as aulas ainda este mês numa escola em Daca.

A filantropa portuguesa estima que serão necessários 318 mil dólares (265 mil euros) para assegurar que todas as crianças no programa da FMC vão completar os seus estudos.