APAV

Há 14 mulheres vítimas de violência todos os dias

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Foto Arquivo Global Imagens

As mulheres continuam a ser as mais afetadas pelos maus-tratos: em 2017, segundo os dados divulgados esta segunda-feira pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), foram apresentadas 5036 queixas, o que corresponde a 14 mulheres vítimas por dia.

Em seguida aparecem os idosos, com 944 queixas registadas. As crianças e os jovens são igualmente afetados (810 queixas) no total do ano passado. Os homens são os que menos queixas apresentam, com um total de 775. Os dados foram revelados no dia em que a APAV celebra 28 anos de existência e mostram um aumento das queixas nos dois últimos anos.

A violência doméstica continua a ser o crime com maior expressividade (75,7% das 16 741 queixas apresentadas à APAV no ano passado. Os crimes de bullying têm vindo a crescer, tendo sido registadas 113 queixas no ano passado, revelam as estatísticas anuais dadas ontem pela APAV.

A grande maioria das denúncias continua a ser feitas por telefone: 32% das queixas foram feitas presencialmente, contra os 56,6% feitas por telefone.

No total das queixas feitas, as mulheres são o grupo mais afetado (86,6%). Têm em média 46 anos, são casadas (31,8%) e têm filhos (34,7%). Estão empregadas (36,4%) e 11% têm formação superior. Os crimes sexuais são os que têm maior expressividade, seguidos pelos crimes de stalking

A maioria das vítimas são encaminhas para a APAV através dos órgãos de polícia criminal.

Segundo o Observatório das Mulheres Assassinadas da União de Mulheres Alternativas e Resposta (UMAR), em 2017 20 mulheres foram mortas em contexto de violência doméstica, sendo que metade foi às mãos dos seus companheiros, com recurso a armas brancas ou arma de fogo, Houve ainda 28 tentativas de homicídio. Ainda assim, em 2017 foi o ano em que se registaram menos vítimas mortais desde 2003.

A APAV tem 2 casas de abrigo, 18 gabinetes de apoio à vítima em 26 localidadaes do país.