Congresso do PS

Ana Gomes: "Assumir os erros e dar o exemplo"

Ana Gomes: "Assumir os erros e dar o exemplo"

Ana Gomes tinha prometido trazer os temas da corrupção para o congresso e cumpriu, apelando a que se assumissem os erros, não deixando tal para a "iniciativa alheia e oportunista de partidos que partilham iguais responsabilidades".

A eurodeputada explicou porque não se pode "varrer para debaixo do tapete o que nos pode envergonhar". É que "a credibilidade do PS - partido de gente séria e trabalhadora - só se reforça quando se admitem erros". E, prosseguiu, "errámos ao baixar as exigências éticas, erramos deixando que o pântano rejeitado por Guterres em 2002 atolasse o país com a captura do Estado por indivíduos que se sentiam donos de tudo". E o pior é que este "conluio" afunda a confiança dos cidadãos nos políticos, nos partidos e na democracia".

Citando João Cravinho e António Guterres, Ana Gomes apelou: "Demos então o exemplo" pois "é inaceitável que o PS seja arrastado para este combate por iniciativa alheia e oportunista de partidos que partilham iguais responsabilidades". Até porque, recordou, "o PS soube quebrar o tabu e governar com o apoio da esquerda e tem de continuar a governar à esquerda e com a esquerda além de 2019 e com mais mulheres".

"Importa garantir mais um Estado regulador e um Estado distribuidor que hoje funciona mal. Precisamos de um Estado estratega como se viu na tragédia dos fogos florestais do ano passado", afirmou a eurodeputada socialista.