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Associação Têxtil e Vestuário de Portugal satisfeita com programa de Governo

Associação Têxtil e Vestuário de Portugal satisfeita com programa de Governo

O presidente da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, João Costa, considerou esta terça-feira que o programa do Governo responde à necessidade de reforçar a competitividade das empresas portuguesas para que o país possa crescer.

"Os dados conhecidos correspondem em grande medida ao que têm sido as nossas propostas e as nossas ideias para que a economia possa ser mais competitiva e o país possa crescer", disse à Lusa João Costa, realçando que "o aumento da produtividade e da competitividade resolve a problema do défice e do desemprego".

Neste contexto, do programa do Executivo, liderado por Pedro Passos Coelho, entregue hoje no Parlamento, o presidente da ATP realçou as medidas com vista a aumentar as exportações e a captar investimento externo.

"O investimento externo vai trazer capital para o país e dar um impulso à actividade económica e, como são sempre actividades que têm como horizonte os mercados externos, também promoverá as exportações", defendeu.

Em declarações à Lusa, o porta-voz dos industriais da têxtil e do vestuário disse que "a redução da Taxa Social Única (TSU) é favorável do ponto de vista da competitividade das empresas", considerando que importa saber de que forma a medida já prevista no memorando de entendimento com a 'troika' será compensada.

"Se for através do aumento do IVA poderá prejudicar a actividade económica em outras áreas", acrescentou.

Ainda assim, o empresário está convicto que "a redução da TSU vai potenciar a criação de emprego. O resultado será sempre aumentar o volume de negócio das empresas que passam a ter capacidade para empregar mais pessoas", acrescentou.

"Pagar 23,75% sobre o salário é significativo. Se se pagar menos, a empresa pode empregar mais pessoas e conseguirá competir melhor sobretudo as empresas de mão-de-obra intensiva como é o caso do setor do vestuário", afirmou João Costa.

O presidente da ATP aplaudiu ainda a decisão da coligação PSD/CDS-PP de não proceder à nomeação de novos Governadores Civis, após a exoneração dos que estavam em funções, anunciada pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, no seu discurso de tomada de posse, e corroborada no capítulo relativo à racionalização das estruturas do Estado.

João Costa realçou ainda "a criação de um benefício fiscal para as pequenas e médias empresas exportadoras, que é uma boa medida uma vez que incentiva as empresas a exportar".