Aviação

Avião espanhol andou três horas às voltas junto às Berlengas

Avião espanhol andou três horas às voltas junto às Berlengas

Um avião da Força Aérea espanhola, que sobrevoou durante algumas horas em círculo a zona das Berlengas, deixou em alerta os seguidores dos sites de monitorização de voos em tempo real, esta segunda-feira à tarde. Além de julgarem que se tratava de um caso idêntico ao problemático voo da Air Astana, há cinco meses, o avião surgia identificado como uma presença militar de Singapura.

O avião do "El Ejército del Air", a força aérea espanhola, sobrevoou a zona das Berlengas repetidamente em círculos, registados nos radares nacionais, a mais de 20 mil pés [cerca de seis quilómetros do solo], esta segunda-feira à tarde, provocando um enorme mistério do que se estaria a passar.

A aeronave, um Airbus, surgiu nos sites de monitorização de voos com a sigla CASA336, identificada como um A330 da Força Aérea de Singapura, sobre uma área a nordeste do arquipélago das Berlengas. A origem identificada era a de Madrid, para onde voltou já ao final da tarde, em linha reta.

Ao JN, fonte oficial da NAV (Navegação Aérea de Portugal), entidade que que gere o tráfego aéreo, assegurou que o voo em causa não se tratou de uma situação grave e que a aeronave esteve cerca de três horas a sobrevoar um espaço militar nacional.

Confrontada com a rota do aparelho, a Força Aérea Portuguesa (FAP) adiantou que, apesar da identificação associada a Singapura, o avião pertence à força aérea de Espanha e levantou da Base Aérea de Torrejón de Ardoz, perto de Madrid, ao início da tarde, rumo a Portugal para participar num exercício comum com a FAP, que "durou duas a três horas".

A ação consistiu no abastecimento em voo dos F-16 da FAP, através de mangas de ligação entre o avião espanhol e os portugueses. Até porque, explicou a mesma fonte da Força Aérea, Portugal não tem nenhum avião de abastecimento com as características do espanhol.

Sobre o facto de o aparelho ter surgido nos radares com a indicação de se tratar de um A330 da Força Aérea de Singapura, a FAP admite que a aeronave espanhola poderá ter assumido o registo de voo em questão durante a deslocação desde Madrid.

Recorde-se que, no passado mês de novembro, um avião da Air Astana, do Cazaquistão, declarou emergência em Lisboa e aterrou em Beja, com seis ocupantes a bordo.