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BE sublinha "falta de credibilidade" das agências de 'rating' e critica opções de PS e PSD

BE sublinha "falta de credibilidade" das agências de 'rating' e critica opções de PS e PSD

O BE afirmou hoje, quinta-feira, que as agências de 'rating' ficaram "totalmente descredibilizadas" após a eclosão da crise internacional em 2008, considerando que "as políticas de austeridade do bloco central" não resolvem os problemas estruturais de Portugal.

Em declarações à agência Lusa, o deputado bloquista José Gusmão acusou o Governo e o PSD de "seguirem os conselhos das agências que ficaram totalmente descredibilizadas aquando da crise internacional", que "agora vêm baixar o 'rating' da dívida pública portuguesa".

"Os indicadores mostram que a política de austeridade do bloco central não só não resolveu nenhum dos problemas estruturais da economia portuguesa, que é a ausência de crescimento e o desemprego, nem impediu a quebra dos 'ratings'", notou.

Para o parlamentar do BE, as decisões orçamentais do Governo reúnem "o pior de dois mundos e portanto têm de ser alteradas".

A agência de notação financeira Fitch cortou hoje o rating de Portugal de AA- para A+, justificado com maiores dificuldades de financiamento tanto do Estado como dos bancos desde a última revisão publicada.

A Fitch mantem ainda um 'outlook' negativo e acrescenta que este corte é justificado também pela redução menos pronunciada do défice externo português.

A agência sublinha que o objectivo do défice orçamental de 7,3 por cento este ano irá ser atingido, mas apenas com recurso a medidas extraordinárias que equivalem a 1 por cento do PIB (transferências dos fundos de pensões da Portugal Telecom), o que irá tornar ainda mais difícil o ajustamento do défice estrutural previsto a realizar em 2011.

A Fitch sublinha que a pressionar a consolidação que o Governo pretende fazer estará ainda, segundo a análise da agência, o facto da economia entrar em recessão no próximo ano.

A agência afirma ainda que existe pouca margem de derrapagem no plano de consolidação orçamental do Governo e que podem ser necessárias medidas adicionais para atingir os objectivos.