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Bullying invisível para o Estado

Bullying invisível para o Estado

Maria, mãe de Mário (nome fictício), de Vila Nova de Gaia, está perdida. O filho, de 16 anos, recusa-se a ir à escola por causa das ameaças enviadas pelo Facebook dos que há um ano se diziam seus amigos.

Durante um período, o filho aproximou-se dos agressores e obedecia-lhes. Mário mal sai de casa. Só o faz na companhia de mãe. Dorme toda a manhã, almoça tarde e gasta o tempo a ver televisão.

Sem saber o que fazer, a mãe pediu ajuda, através do Facebook, à Associação Antibullying com Crianças e Jovens, criada por Paulo Costa, em agosto de 2015, e que organizou em Braga umas jornadas antibullying, terça-feira.

Em Portugal, não há dados estatísticos oficiais sobre este problema: a humilhação e as agressões continuadas não merecem tratamento especial por parte da Direção-Geral de Estabelecimentos Escolares. Nem sequer são diferenciados. As estatísticas ficam diluídas entre as agressões e as falhas de comportamento.

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