Política

CDS sugere ao Governo que retome "reformas estruturais" da aliança de direita

CDS sugere ao Governo que retome "reformas estruturais" da aliança de direita

O CDS-PP apresenta esta terça-feira, no parlamento, um projeto de resolução em que recomenda ao Governo do PS apoiado pelas esquerdas que inclua o compromisso de "retomar as reformas estruturais" do anterior executivo PSD-CDS, de direita.

A proposta é feita no texto do projeto de resolução que é hoje apresentada em conferência de imprensa e que será discutido na quarta-feira, na Assembleia da República, conjuntamente com o Programa de Estabilidade (PE) e o Programa Nacional de Reformas (PN/Reformas).

No texto, o CDS pede ao Governo que faça uma revisão do PE e do PN/Reformas e que os submeta a votação.

Tanto o PS como os partidos que o apoiam no parlamento, PCP e BE, já deram indicação que será repetido o "chumbo" de 2016, quando se uniram contra um voto idêntico apresentado pelo CDS.

No projeto, o CDS sublinha que a votação dos dois documentos "permite não só uma responsabilização política" e dá "um acrescido nível de compromisso, essencial para os desafios de Portugal".

Os centristas apresentaram um segundo projeto de resolução, com 38 páginas e alguns quadros com estatísticas, em que recomendam ao executivo que adote, no PN/Reformas, "um conjunto de medidas que permitam colocar Portugal numa trajetória sustentada de crescimento económico e do emprego".

O Programa de Estabilidade e o Programa Nacional de Reformas foram aprovados na quinta-feira pelo Governo e o ministro das Finanças, Mário Centeno, anunciou que o executivo espera que, em 2017, a economia portuguesa cresça 1,8% e que o défice orçamental caia para os 1,5%.

Em outubro do ano passado, na apresentação do Orçamento do Estado para 2017 (OE2017), o Governo apontava para um crescimento da economia de 1,5% este ano e para um défice orçamental de 1,6%.

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, quantificou que o Programa Nacional de Reformas "mobiliza mais de 26 mil milhões de euros".

Ambos os documentos terão que ser entregues à Comissão Europeia, em Bruxelas, até final do mês.

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