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Comportamentos de risco nos jovens estão a aumentar

Comportamentos de risco nos jovens estão a aumentar

Consumo de álcool ou drogas, indisciplina ou atitudes antissociais ou, até, criminais por parte de crianças e jovens. Comportamentos de risco como estes estão a crescer há cinco anos, obrigando à intervenção das comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ).

No global, o relatório anual da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens indica uma descida do número de denúncias e casos confirmados. Em 2018, as 39 053 situações de perigo comunicadas, sobretudo por escolas e polícias, levaram à abertura de 13 905 processos, menos quase 10% face ao ano anterior.

A negligência dos pais continua a ser o principal perigo que leva à intervenção das comissões de proteção, mostrando um retrato dos "desafios dos tempos modernos, em que muitos pais nem se apercebem que os seus comportamentos põem as crianças em risco", disse a secretária de Estado para a Inclusão, Ana Sofia Antunes. Contudo, o peso da negligência no total de situações de risco tem vindo a diminuir, ao longo dos anos.