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Constitucional dá 24 horas ao Chega para mudar nome

Constitucional dá 24 horas ao Chega para mudar nome

André Ventura e os dirigentes do PPM, do PPV/CDC e do Democracia 21 têm 24 horas para mudar o nome da coligação Chega, com a qual pretendiam apresentar-se às Europeias. O Constitucional ainda não decidiu se chumba a designação mas já alertou a coligação para esta probabilidade.

Em causa está, apurou o JN junto de fontes ligadas ao processo, o facto do Tribunal Constitucional (TC) entender que o nome de um partido que se encontra em fase de formalização não poder ser usado como bandeira de uma coligação.

Contudo, ao JN, fonte do Palácio Ratton garantiu que "ainda não há qualquer decisão sobre essa coligação".

Tanto o movimento Chega, liderado por André Ventura, como as outras forças políticas irão reunir nas próximas horas para responder ao TC, podendo passar para já por uma contestação à recomendação dos juízes, de modo a ganharem tempo.

Segundo Ventura, "o projeto desta coligação está em risco, porque reuniu partidos e movimentos em torno de ideias enraizadas que deram origem ao Chega". "Foi dado aos signatários um prazo de 24 horas para alterar o nome da coligação", confirmou.

"Sem este nome, pode não fazer sentido avançar no âmbito desta coligação", explicou, ao JN, assumindo haver dois cenários em cima da mesa: contestar a recomendação do TC ou mudar a designação.

"Já há cartazes nas ruas com o nome da coligação, de Norte a Sul do país. Desistir do nome significa destruir um trabalho desenvolvido por todos que assumiram este projeto e se identificaram com os princípios do Chega", apontou o dirigente.

Ao JN, Hugo Varanda, um dos porta-vozes do PPM (Partido Popular Monárquico), adiantou que esta força política ainda não foi notificada pelo Constitucional mas que "sabe que outros integrantes da coligação já o foram". "Iremos reunir amanhã [terça-feira] para acertarmos uma resposta concertada ao Tribunal Constitucional", acrescentou. O mesmo acontece com o PPV/CDC (Partido Cidadania e Democracia Cristã).

A coligação surgiu na sequência da rejeição do Palácio Ratton a centenas de assinaturas que André Ventura ali entregou para a formalização do Chega enquanto partido. Aliás, esse primeiro processo ainda está a decorrer, com os estatutos a serem alvo de análise.

Mas a constituição da coligação Chega para as Europeias também não foi pacífica, com vários dirigentes do PPM, entre eles a própria vice-presidente, Aline Hall de Beuvink, a contestarem inicialmente a possibilidade de se associarem a Ventura.