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Consultor do PSD para as redes sociais demite-se após denúncia sobre contas falsas

Consultor do PSD para as redes sociais demite-se após denúncia sobre contas falsas

Rodrigo Gonçalves foi contratado há seis meses como consultor do PSD para as redes sociais. Apontado como autor de contas falsas, anunciou o fim da sua colaboração profissional com o partido perante o que diz ser "a realidade da desinformação e calúnia".

Rodrigo Gonçalves anunciou o fim da sua colaboração profissional como consultor do PSD para as redes sociais.

"No passado sábado fui confrontado com uma notícia do Diário de Notícias que, com base em argumentos falsos, tentava ligar-me a perfis das redes sociais a que não tenho nenhuma ligação", escreve o militante social-democrata, em comunicado divulgado esta segunda-feira na sua página do Facebook.

"Como sempre que se aproximam atos eleitorais vêm uma série de notícias para tentar condicionar terceiros e beneficiar agendas pessoais de 'fontes' internas e externas ao PSD, só posso associar estas notícias e o seu timing a esse fator eleitoral", acrescenta.

Em causa, uma notícia divulgada pelo DN, cujo título é "O lado B da campanha: rede de perfis falsos difama políticos".

"Dezoito contas falsas, criadas nas redes sociais nos últimos meses, são a base de um plano de propaganda eleitoral sem regras. No Twitter há uma ligação evidente. Quatro militantes do PSD de Lisboa - o consultor contratado há seis meses para trabalhar nas redes sociais do partido, Rodrigo Gonçalves, o seu pai, Daniel Gonçalves, e dois dos seus apoiantes mais próximos - são as únicas figuras reais a interagir com estes perfis falsos", lê-se no artigo.

"A mensagem é clara: um ataque cerrado ao Governo, ao candidato Pedro Marques, e a outras figuras do PS (como Carlos César) - a quem são atribuídas más intenções, falhas de 'caráter' e, em muitos casos, simples mentiras", refere o DN.

Rodrigo Gonçalves diz que colabora com o PSD desde outubro de 2018 e que está a ser "confrontado com a realidade da desinformação e calúnia".

"Não posso permitir que esse meu ato positivo esteja a ser utilizado como uma arma de arremesso político contra o Dr. Rui Rio, o que parece ser já uma prática corrente de alguns, desde que foi eleito líder do PSD", aponta.

"O que me move é o sentido de responsabilidade e por isso tomei hoje a iniciativa de deixar de colaborar no plano profissional, com o PSD" em "defesa do líder do meu partido e do projeto que este defende para o País", anuncia.