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Costa: "Governo só investiu dinheiro dos contribuintes na Caixa"

Costa: "Governo só investiu dinheiro dos contribuintes na Caixa"

O primeiro-ministro disse quinta-feira que o Estado investiu dinheiro dos contribuintes num único banco chamado Caixa Geral de Depósitos e que os montantes entregues ao Novo Banco são empréstimos a pagar a 30 anos.

Durante o debate quinzenal no Parlamento, António Costa, em resposta à deputada de Os Verdes, Heloísa Apolónia, disse que o seu Governo investiu "dinheiro dos contribuintes num único banco: chama-se Caixa Geral de Depósitos" quando questionado porque não tem dinheiro para dar resposta aos problemas na educação ou na saúde. "Para injetar capital na banca privada há sempre dinheiro", acusam Os Verdes.

Já o primeiro-ministro respondeu, dizendo que o dinheiro gasto foi na contratação de novos profissionais de saúde, na redução de 25 alunos por turma, na prioridade aos transporte público, numa nova política de habitação, na reposição dos salários que foram cortados ou das pensões que estavam cortadas.

António Costa explicou que "coisa completamente diferente é o Novo Banco" porque o Estado "não investiu dinheiro dos contribuintes, nem nacionalizando, nem vendendo o banco, nem deu garantia, emprestou dinheiro aos bancos" que tinham de o colocar no Fundo de Resolução.

Já em resposta às questões colocadas pelo deputado do PSD, Adão Silva, o primeiro-ministro lembrou que o Governo limitou o "montante máximo do capital contingente" e que mesmo esse valor foi dado em forma de "empréstimo do Estado e será pago em 30 anos por todo o sistema bancário", pois tanto a nacionalização, como a liquidação, teriam sido as piores das opções. E concretizou: "Com a nacionalização, a garantia do Estado não estava limitada a 3,8 mil milhões, nem em forma de empréstimo. Seria a fundo perdido".

Ao ataque, António Costa disse que "gostaria de conhecer as auditorias do Banco de Portugal" sobre o Novo Banco. "Tenho a certeza que o Governo, o Banco de Portugal e Sérgio Monteiro não têm nada a esconder que impeça a constituição de uma comissão de inquérito. Pela nossa parte só agradecemos que alguém promova a constituição de uma comissão de inquérito". António Costa acrescentou que ele próprio está "curioso" sobre essas questões pois "também gostaria de conhecer as auditorias internas do Banco de Portugal que nunca foram publicadas e nem sequer transmitidas ao Governo".

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