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Cristas justifica moção com esgotamento do Governo

Cristas justifica moção com esgotamento do Governo

A líder do CDS-PP justificou, esta sexta-feira, a apresentação de uma moção de censura ao Executivo de António Costa com o facto de o Governo estar esgotado.

"O primeiro-ministro coloca o partido à frente do país", acusou Assunção Cristas.

"É o Governo dos serviços públicos mínimos e da carga fiscal máxima", disse, numa declaração na sede do CDS em Lisboa, enumerando vários casos de "degradação de serviços públicos", designadamente na área da saúde, onde disse que há doentes obrigados a levar lençóis para os hospitais, e nas infraestruturas, onde lembrou os episódios de comboios a perderem motores.

"O Governo está esgotado e o primeiro-ministro perdido", disse, considerando que o Governo está "sem programa" e apenas toma decisões em função do ciclo eleitoral que se avizinha. "Esta maioria já não tem soluções para oferecer. O único futuro em que pensam é outubro", disse, considerando que "todo este período constitui uma oportunidade perdida".

"Esta é a altura de dar a palavra aos portugueses", disse, dizendo "é preferível ir já para eleições do que ter oito meses de campanha eleitoral".

Assunção Cristas justifica o dia escolhido para apresentar a moção como uma "coincidência" que, no entanto, é bem elucidativa da "rutura da paz social", mencionou referindo-se à greve da Função Pública, esta sexta-feira.

"O Governo está a pagar o preço de não cumprir as promessas que fez", frisou, sublinhando que o "desânimo" social está a aumentar e a deixar setores em "desespero" pela falta de diálogo. A geringonça, acrescentou, também já está desafinada, como confirmam as críticas constantes dos partidos que apoiam o Governo, o nível de adesão à greve e o crescendo de contestação.

A líder garantiu ainda que o CDS não tem medo de ficar isolado no Parlamento, pois "sente que tem a seu lado boa parte do país". Além disso, recordou, constitucionalmente os partidos não podem entregar moções de censura nos seis meses anteriores às legislativas. E o PSD, desafiou, "terá oportunidade de se juntar ao CDS nesta análise".