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Desperdício de água agrava-se em metade dos concelhos do país

Desperdício de água agrava-se em metade dos concelhos do país

As perdas de água agravaram-se em ano de seca, apesar das medidas de poupança que os autarcas e as entidades gestoras dos sistemas de abastecimento anunciaram por todo o país.

Metade dos concelhos (48,2%) piorou o seu registo em 2017. Feitas as contas, o volume de água não faturada em Portugal seria suficiente para encher 281 piscinas olímpicas por dia.

O mau desempenho reflete-se no índice nacional que cresceu de 29,8% para 30,2%. O relatório anual da Entidade Reguladora dos Serviço de Águas e Resíduos (ERSAR), publicado no final de dezembro, contabiliza 256,6 milhões de metros cúbicos (m3) de água não faturada, mais 15,7 milhões de m3 do que em 2016. A água não faturada é aquela que se perde nas condutas envelhecidas no percurso até às torneiras e é o volume de água usado para fins públicos não pagos, como regar jardins ou encher piscinas.