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Dioceses obrigadas a criar comissões sobre abusos

Dioceses obrigadas a criar comissões sobre abusos

Assunto é debatido pela Conferência Episcopal. Bispo do Porto quer organismo de formação para agentes pastorais, que não se limite a receber queixas.

Todas as dioceses portuguesas terão, obrigatoriamente, uma comissão de proteção de menores. Até agora, cabia a cada bispo decidir como tratar com os possíveis casos de abusos sexuais de menores na igreja mas sem a existência de um organismo específico para o efeito. Na Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) que começa hoje, em Fátima, ficará definido que todas as dioceses vão criar um organismo para gerir as denuncias de abusos sexuais por parte de membros do clero.

A questão não é consensual, já que alguns bispos preferiam que fosse criada uma comissão nacional, centrada na CEP, existindo localmente apenas uma ou duas pessoas para a auscultação e encaminhamento dos eventuais casos de abusos. Lisboa, pela mão de D. Manuel Clemente, cardeal-patriarca, já deu o exemplo e criou uma comissão que reúne um vasto leque de pessoas, desde juristas, militares e até jornalistas.