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Direita está a fazer a "corrida da lebre e da tartaruga"

Direita está a fazer a "corrida da lebre e da tartaruga"

O PSD acusou esta sexta-feira, no Parlamento, o Governo de ter investido em 2018 um terço do que se propôs na Educação e de ter gasto tanto em Lisboa como nos restantes 307 concelhos do país. Para Tiago Brandão Rodrigues a Direita tem "amnésia". E para Joana Mortágua, do BE, CDS e PSD estão a competir na "corrida da lebre e da tartaruga" para as legislativas.

"Definitivamente CDS e PSD estão na corrida para o pódio da Direita. Há dias tivemos a lebre, hoje chega a tartaruga", afirmou Joana Mortágua, referindo-se à moção de censura apresentada anteontem pelos centristas e ao debate de urgência sobre investimento na Educação, agendado para esta sexta-feira de urgência pelo PSD. Seguindo a mesma linha de defesa do ministro da Educação, a deputada do Bloco de Esquerda defendeu que a mesma Direita que agora critica a redução no investimento foi a que na anterior legislatura "cortou 1200 milhões de euros na escola pública".

Margarida Mano iniciou o debate a acusar o Governo de ter investido em 2018 um terço do que se tinha proposto e o mesmo em Lisboa ou na Santa Casa da Misericórdia do que nos restantes 307 concelhos do país. "O ministro faz castelos no ar", criticou a antecessora de Tiago Brandão Rodrigues. O deputado Pedro Pimpão denunciou de seguida que "há alunos do ensino profissional que estão há mais de um ano sem receber subsídio para transporte e refeições" e que as escolas públicas com ensino profissional ainda não receberam financiamento desde o início do ano letivo. O PSD dá nota negativa na execução dos fundos comunitários, remoção do amianto, obras de requalificação e valorização da carreira docente.

"Com tanta nota negativa não se admire que resultado nas próximas legislativas seja um chumbo ao Governo", afirmou Pedro Pimpão.

"Repusemos o que vocês cortaram", retorquiu o ministro, frisando que o Governo repôs "1,5 milhões de euros"cortados ao setor na anterior legislatura. Visivelmente irritado, Tiago Brandão Rodrigues teve de elevar a voz, tal a contestação das bancadas da Direita que as palmas do PS tentavam abafar, para defender que reforçou a Ação Social Escolar, o Pré-Escolar, vinculou mais de 13 mil professores e contratou mais de 2500 assistentes operacionais. Além do concurso para mais 1067 funcionários, o ministro hoje anunciou também que vai lançar concurso para mais 100 psicólogos.

As escolas, acrescentou ainda Brandão Rodrigues, também já receberam indicações para atualizar os ordenados dos cerca de dez mil assistentes operacionais que recebem o salário mínimo nacional que subiu para 635 euros.

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