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Doentes esperam mais de um ano em dezenas de hospitais

Doentes esperam mais de um ano em dezenas de hospitais

Tempos médios de consultas e cirurgias continuam a furar os limites legais. Ministério diz ter plano de ação, mas falta saber com que meios vai avançar.

A pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS) está a aumentar com dezenas de hospitais incapazes de dar resposta dentro dos prazos legais a consultas e cirurgias. Sejam muito prioritárias ou não urgentes, casos oncológicos ou outras doenças, as falhas são transversais, abrangem diversas especialidades, em unidades do interior ao litoral do país. A tutela diz que os problemas estão identificados e que delineou um plano para os hospitais resolveram as situações de doentes em espera há mais de um ano. Só não revela como e com que meios.

Os últimos dados sobre os tempos médios de espera para cirurgia e primeira consulta em hospitais do SNS, atualizados de novembro de 2018 a janeiro de 2019 no portal do SNS, evidenciam dificuldades dos hospitais, mas sobretudo dos doentes no acesso aos cuidados de saúde. Nos Hospitais da Universidade de Coimbra, por exemplo, o tempo médio para uma cirurgia aos olhos muito prioritária são 296 dias; em Braga, as operações de Estomatologia com prioridade normal têm uma média de 519 dias de espera; na especialidade de Urologia há 18 hospitais que não cumprem os tempos legais para as cirurgias oncológicas prioritárias. Para as primeiras consultas hospitalares, um indicador que mede o acesso dos doentes ao SNS, os números são ainda mais expressivos. Chegam a ultrapassar três e cinco anos [ler ao lado].

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