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Emigração com mais 1,5 milhões de eleitores sonha ter mais peso

Emigração com mais 1,5 milhões de eleitores sonha ter mais peso

Recenseamento automático quase quintuplica inscritos. Comunidades pedem voto eletrónico e já pensam em eleger mais deputados.

Foi aberta a caixa de Pandora. Com a entrada em vigor do recenseamento automático dos portugueses residentes no estrangeiro, o Governo estima que entrem para os cadernos eleitorais da emigração mais 1,5 milhões de novos eleitores. O que leva as comunidades portuguesas a reclamar mais voz. Para já, a luta vai centrar-se na instituição do voto eletrónico. No futuro, os esforços vão centrar-se na conquista de mais deputados. Um sonho, porém, difícil de alcançar, pois obriga não só a uma alteração da Lei Eleitoral, mas sobretudo da Constituição da República Portuguesa.

"Estamos contentes com este primeiro passo", afirma António Cunha, conselheiro da comunidade portuguesa no Reino Unido que, há dois anos, impulsionou uma petição precisamente para que fosse instituído, também para a emigração, o recenseamento automático aquando da emissão do cartão de cidadão. "Era um combate de décadas, uma questão de igualdade", acrescenta Pedro Rupio, representante da comunidade portuguesa na Bélgica.