Balanço

Escolas encerradas e serviços fechados em todo o país devido a greve

Escolas encerradas e serviços fechados em todo o país devido a greve

Há escolas encerradas ou a "funcionar de forma deficitária", com salas, laboratórios, ginásios ou cantinas encerradas em resultado da greve dos funcionários não docentes.

"Parece-me que é uma grande greve. As escolas que conseguiram abrir têm vários setores que não estão a funcionar, desde bibliotecas, bares a pavilhões gimnodesportivos, ou seja, estão a funcionar de forma deficitária", contou à Lusa o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima.

No Agrupamento de Escolas Dr. Costa Matos, em Gaia, "três escolas estão encerradas. Só a escola sede abriu, com alguns setores fechados", disse Filinto Lima, que é também diretor deste agrupamento.

Segundo o presidente da ANDAEP, "em Setúbal só há uma escola aberta em toda a cidade".

Em Cinfães, os 1300 alunos do Agrupamento de Escolas General Serpa Pinto não tiveram aulas.

Em Lisboa, o diretor do Agrupamento de Escolas de Benfica, Manuel Esperança, tinha diferentes situações nas suas três escolas: A secundária José Gomes Ferreira abriu normalmente, a EB23 Pedro Santarém "está a funcionar a meio gás" e a escola de 1.º ciclo Jorge Barradas está encerrada.

A Escola Secundária José Estevão, no centro da cidade de Aveiro, não abriu, esta sexta-feira, devido à greve dos trabalhadores não docentes."Só estão quatro funcionários, um dos quais é do apoio aos alunos com necessidades educativas especiais. De manhã deviam entrar 12 funcionários. Não temos condições para acolher os 1400 alunos e 150 professores que deviam ter aulas esta manhã", informou o diretor à Lusa.

"Constrangimentos" na EB de S. Tomé de Negrelos, em Santo Tirso

Na Escola Básica de S. Tomé de Negrelos, Santo Tirso, a greve está a causar "constrangimentos", como admitiu, ao JN, Rui Sousa, diretor do Agrupamento de Escolas D. Afonso Henriques. Devido à falta de funcionários, a Direção suspendeu as aulas do 1º ciclo.

Aulas suspensas numa das maiores escolas de Braga

As aulas na Escola Secundária Carlos Amarante, uma das maiores escolas de Braga, estão ser suspensas por falta de funcionários que "assegurem o normal funcionamento" das aulas, adiantou à Lusa fonte naquele estabelecimento de ensino.

"A escola abriu, mas foi decidido suspender as atividades letivas às 10 horas por falta de pessoal não docente para assegurar o normal funcionamento da escola", assegurou a referida fonte.

Na Escola Básica André Soares, os portões abriram, as crianças estão com os pais à espera de notícias, mas os serviços da escola, como a secretaria, estão encerrados, segundo constatou a Lusa no local.

Já na Escola Secundária D. Maria II, "a maior parte do pessoal aderiu à greve", explicou uma funcionária à Lusa, sendo que estão à porta da escola apenas "alguns, poucos, funcionários à civil" para informar os pais do porquê da greve. "Os meninos e os pais merecem uma palavrinha", explicou à Lusa uma das funcionárias que se deslocou à porta da escola.

Escolas da Madeira com adesão "significativa" à greve

A adesão à greve do pessoal não docente nas escolas da Madeira está a ter "uma adesão "significativa" e a provocar "alguns constrangimentos" no funcionamento dos estabelecimentos escolares, disse à Lusa o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública na Madeira, admitindo ainda não existirem números concretos.

A Lusa constatou que, apesar de as aulas estarem a decorrer normalmente em diversos estabelecimentos de ensino, há casos de escolas do ensino básico em que os pais foram informados que não serão servidas as refeições, como no caso da Visconde Cacongo, no Funchal.

Várias escolas nos Açores a funcionar a "meio gás"

Várias escolas nos Açores estão a funcionar "a meio gás", havendo ainda outros estabelecimentos de ensino encerrados devido à greve dos funcionários não docentes, adiantou fonte sindical.

De acordo com o dirigente sindical, as duas escolas primárias da Fajã de Cima e de Baixo, no concelho de Ponta Delgada, ilha de São Miguel, estão encerradas esta manhã.

O edifício sede da Escola Básica e Integrada, na ilha do Faial, está com 50% de pessoal não docente em greve, e as primárias à volta da ilha estão encerradas, assim como a Secundaria da Horta, devido à falta de pessoal

Convocada pela Federação de Sindicatos da Administração Pública (FESAP) e Federação Nacional de Educação (FNE) da UGT, e o Sindicato dos Trabalhadores em Funções Publicas e Sociais (da Federação dos Sindicatos da Função Pública - CGTP-IN).

O protesto visa "continuar a luta dos trabalhadores não docentes pela exigência do fim da precariedade e integração de todos os trabalhadores precários, a alteração da nova portaria de rácios, a dotação dos mapas de pessoal com número de trabalhadores efetivamente necessário que garanta a criação da carreira especial e o fim da municipalização, para garantir o bom funcionamento das escolas e a dignidade profissional dos trabalhadores".

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