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Escolas questionam ligação entre mortes e exaustão

Escolas questionam ligação entre mortes e exaustão

Excesso de trabalho e casos de cansaço extremo são confirmados por diretores e associações de professores, mas não avançam ligação com os casos mortais denunciados pela Fenprof.

"Estou perplexa. Não somos um país onde classes profissionais morram por excesso de trabalho", diz Filomena Viegas, da Associação de Professores de Português. "Estão muito cansados e desgastados, mas não me atrevo a dizer que há professores a morrer por excesso de trabalho", somou Lurdes Figueiral, dos Professores de Matemática.

Filinto Lima, dos Diretores de Agrupamentos e Escolas, não liga "as mortes a excesso de trabalho", mas pede ao Ministério medidas urgentes, como começar a reduzir a carga letiva aos 40 anos, e apela às juntas médicas que parem de dar alta a pessoas demasiado doentes para lidar com alunos, como sucedeu este ano letivo.