Professores

FNE pediu negociação suplementar

FNE pediu negociação suplementar

A Federação Nacional de Educação enviou esta quarta-feira ao Ministério da Educação o pedido de negociação suplementar relativo ao processo de revisão do regime de concursos de professores.

A Federação Nacional de Educação (FNE) considera que a última proposta apresentada pelo Ministério da Educação (ME), na semana passada, ainda se afasta mais das "pretensões da Federação" e acrescenta mais fatores de injustiça na vinculação dos docentes contratados, por isso, espera conseguir introduzir alterações ao projeto durante as negociações suplementares.

O ministro da Educação garantiu esta segunda-feira, dia 16, que este ano vão entrar nos quadros "milhares" de professores no processo de vinculação extraordinária que está a ser negociado com os sindicatos. Tiago Brandão Rodrigues não avançou números.

Na última reunião, na passada sexta-feira, dia 13, o ministério abdicou de duas exigências - os 12 anos de qualificação profissional e que os cinco contratos assinados nos últimos seis anos não sejam no mesmo grupo de recrutamento. Acrescentou, no entanto, um novo critério que não agradou nem a sindicatos nem aos docentes contratados, que já criaram um novo movimento no Facebook e uma nova petição online. Trata-se da exigência de que a vinculação abrangerá os professores com contrato anual e completo este ano letivo. Ora, o problema, alegam sindicatos e professores, é que os professores de quadro abrangidos pela mobilidade interna por motivos de doença foram colocados depois das primeiras contratações. Assim, os docentes com mais tempo de serviço e primeiros a ser colocados podem ter ficado em horários incompletos, ficando assim de fora da vinculação extraordinária e ultrapassados por docentes mais novos.

A Fenprof reúne amanhã, quinta-feira, para decidir se também avança para negociação suplementar.