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Governo discrimina Porto nos transportes

Governo discrimina Porto nos transportes

O Estado deve mais de 11,23 milhões de euros aos operadores de transportes coletivos da Área Metropolitana do Porto e essa dívida poderá colocar em risco a implementação do passe único em abril de 2019.

Desde 2008 que o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) paga uma compensação inferior à devida pelo desconto concedido aos estudantes às empresas integradas na rede Andante. As transportadoras privadas da região exigem a liquidação até ao final deste ano, "sob pena de ficar prejudicada" a adesão ao passe único. Em Lisboa e noutras regiões do país, a compensação é paga integralmente.

O cálculo é da sociedade Transportes Intermodais do Porto (TIP). Ao longo dos anos, a entidade que gere o tarifário intermodal da rede Andante (que permite viajar nos autocarros, no metro e na CP com o mesmo passe) tem alertado os sucessivos governos para o incumprimento, mas nada se alterou. E a dívida cresce ano após ano, com uma perda de receita considerável dos operadores privados e públicos, sobretudo do Metro do Porto e da STCP. Contactado pelo JN, o Ministério do Ambiente limita-se a sublinhar que "o IMT está a aplicar a lei e a respeitar os acordos estabelecidos".

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