Protesto

Greve dos enfermeiros adiou 2657 cirurgias

Greve dos enfermeiros adiou 2657 cirurgias

Na última semana, entre 31 de janeiro e 8 de fevereiro, a greve dos enfermeiros aos blocos operatórios impediu a realização de 56% das intervenções cirúrgicas, revelou esta segunda-feira o Ministério da Saúde. Num total de 4782 cirurgias, 2657 foram adiadas.

Esta segunda fase da paralisação, prevista para ocorrer até final do mês, está a ser monitorizada pelo Ministério da Saúde, que semanalmente faz um balanço do impacto direto da ausência dos enfermeiros.

Foi no Centro Hospitalar Universitário São João, CHUSJ, que o efeito da greve mais se faz sentir, atingindo 67% das cirurgias agendadas. Das 1226 previstas, não foram realizadas 823.

No Hospital de Braga, por exemplo, o balanço aponta para 46% de adiamentos. Os serviços tinham previsto 666 e 305 ficaram por fazer. No Centro Hospitalar Lisboa Norte os dados não são comparáveis, porque a paralisação começou dia 8. Não foram ainda divulgados elementos relativos ao Hospital da Universidade de Coimbra.

Entretanto, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, ASAE, confirmou estar a investigar os fundos de financiamento da greve, recolhidos através do sistema de "crowfunding".

O Sindicato Democrático dos Enfermeiros (Sindepor) entregou esta segunda-feira a intimação para a proteção de direitos, liberdades e garantias da classe, contestando a requisição civil anunciada pelo Governo. Recorde-se que o Conselho de Ministros decretou na última quinta-feira uma requisição civil na greve dos enfermeiros em blocos operatórios em curso desde 31 de janeiro, alegando incumprimento da prestação de serviços mínimos.

A requisição civil foi feita aos enfermeiros do Centro Hospitalar e Universitário de S. João, Centro Hospitalar e Universitário do Porto, Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga e Centro Hospitalar de Tondela-Viseu.