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Há 300 vigilantes da natureza para todo o país. Sentem-se abandonados

Há 300 vigilantes da natureza para todo o país. Sentem-se abandonados

Atualmente existem apenas 189 vigilantes da natureza no quadro do Instituto de Conservação da Natureza (ICNF).

A contar com comissões de coordenação e desenvolvimento regional, regiões autónomas e Agência Portuguesa do Ambiente, são 300 vigilantes para todo o país, um número muito longe do ideal. "Só na Andaluzia, existem 1100 vigilantes. Em toda a Espanha, são mais de sete mil. É a importância que Portugal dá ao ambiente", afirma Francisco Correia, da Associação Portuguesa de Guardas e Vigilantes da Natureza.

Em 2017, dois concursos, com mais de mil candidatos, permitiram a contratação de 50 vigilantes para o quadro do ICNF. Mas o reforço não foi suficiente e, no ano passado, voltou a abrir concurso para 25 profissionais. "Mas durante mais de uma década não houve contratação. Estavam a deixar a profissão morrer", diz Francisco, que explica que nem a admissão de mais 25 vigilantes até final do ano põe Portugal num bom patamar. É um aumento de 93% face a 2015, quando eram apenas 115. "Continuaremos a ser muito poucos para uma extensão tão grande".