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Ensino Superior

Há 38 cursos sem qualquer candidato

Há 38 cursos sem qualquer candidato

É uma notícia que se repete de ano para ano, mudando apenas o valor. E nesta 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso foram 38 os cursos que não conseguiram ocupar uma única das 1076 vagas. São mais cinco cursos do que no ano passado.

Isto num ano em que o Ministério da Ciência e Ensino Superior decidiu fechar 15 cursos por falta de procura. Em entrevista ao JN, o ministro Manuel Heitor desvaloriza, porque, explica, "nas 2.ª e 3.ª fases ficam todos cheios".

Maioria são de engenharias

Em causa estão licenciaturas - exceto o mestrado integrado em Engenharia Civil da Universidade da Beira Interior -, sobretudo em institutos superiores politécnicos. Além da universidade já mencionada, acrescem dois cursos na do Algarve e outro na dos Açores.

Do total de cursos, 25 estão ligados às engenharias, sendo sete de Engenharia Civil. Curso que continua a ter dificuldades em atrair estudantes. Nesta 1.ª fase ficaram por ocupar, no total, mais de 40% dos lugares postos a concurso.

Por instituições, o Politécnico de Bragança lidera, com oito cursos a zero. Algo que não preocupa o seu presidente, que destaca o facto de, no total, a instituição ter aumentado em 4,5% o número de alunos face ao ano passado. "Não é uma questão que preocupe porque a procura de alunos internacionais é muito grande", frisa ao JN Orlando Rodrigues. Quantificando: "Este ano tivemos 2400 candidatos internacionais para menos de 800 vagas".

Refira-se, por último, que estes lugares poderão, então, vir a ser ocupados quer na 2.ª fase de acesso, que arranca amanhã, quer nos concursos especiais, como sejam o de acesso para maiores de 23 anos ou para estudantes internacionais.