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Hospitais cortam camas e enviam doentes para os privados

Hospitais cortam camas e enviam doentes para os privados

Unidades hospitalares do Sul e do Centro perderam 2020 camas entre 2008 e 2018. Período crítico de inverno e falta de resposta na saúde mental motivam despesa.

Os hospitais públicos da Região de Lisboa pagaram, em 2018, quase 4,5 milhões de euros a privados para internar doentes. Cerca de metade desse valor foi gasto pelo Centro Hospitalar de Lisboa Norte, que, ao longo dos últimos oito anos, fechou 267 camas. Só no ano passado, enviou 116 pacientes para internamento fora do Serviço Nacional de Saúde (SNS), o que lhe custou 2,137 milhões.

O recurso às camas privadas por Lisboa Norte (que inclui o Santa Maria) disparou a partir de 2016. Nesse ano, pagou 48,86 mil euros por 30 utentes. Em 2017, a fatura foi 29 vezes maior: 1,41 milhões por 80 doentes e, no ano seguinte, quase duplicou. A despesa com o internamento privado também está a crescer no Centro Hospitalar de Setúbal, que, desde 2011, dispõe de menos 25 camas. Em 2017 e em 2018, o custo subiu para o dobro: 354,9 mil e 371,96 mil euros, respetivamente.