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Hospitais querem fazer cirurgias sem enfermeiros

Hospitais querem fazer cirurgias sem enfermeiros

Os administradores hospitalares querem saber se os médicos estão disponíveis para operar sem enfermeiros nos blocos.

O ponto a que chegou a "greve cirúrgica" dos enfermeiros, que está a decorrer há mais de duas semanas em cinco hospitais do país e já adiou quase cinco mil operações, está a pôr médicos, gestores e Ministério da Saúde a equacionar várias soluções para minimizar as consequências para os doentes.

O protesto pode durar até ao final do ano e há doentes graves, a quem estão a ser adiadas cirurgias, em risco de ficarem com sequelas por falta de intervenção atempada, como alertou ontem a Ordem dos Médicos (OM). No Centro Hospitalar Lisboa Norte, que integra o Hospital de Santa Maria, já foram adiadas 456 cirurgias e não foi possível operar uma única criança, segundo o presidente Carlos Martins. Em Coimbra, pelas contas da OM do Centro, já terão sido adiadas quase mil cirurgias. No Porto, da parte do S. João e Santo António não houve informação.

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