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Indústria do plástico teme despedimentos com fim da louça descartável

Indústria do plástico teme despedimentos com fim da louça descartável

Associação do setor diz que um ano é pouco para reconverter empresas que empregam 23 mil pessoas e exige que contribuição se aplique a todos os sacos.

O fim das palhinhas, dos copos, dos pratos e dos talheres de plástico descartáveis em julho de 2020 ameaça os postos de trabalho num setor dominado por pequenas e médias empresas, que emprega 23 mil trabalhadores e gera um volume de negócios de cinco mil milhões de euros. A maioria das 998 firmas só usa material plástico e um ano é "manifestamente curto" para a reconversão.

A Associação Portuguesa da Indústria de Plásticos augura grandes dificuldades para o setor com a concretização das medidas de restrição ao consumo de plásticos, a implementar nos próximos dois anos pelo Ministério do Ambiente e noticiadas pelo JN. "As iniciativas legislativas impactarão fortemente o tecido empresarial, fazendo perigar os postos de trabalho", alerta David Pimenta. O secretário-geral da associação lembra que 99% das empresas do setor são de pequena e de média dimensões e "reagem com mais dificuldade a alterações legislativas prejudiciais à sua atividade".