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Insegurança alimentar afeta 11% dos jovens adultos

Insegurança alimentar afeta 11% dos jovens adultos

Em período de recuperação económica do país, um em cada nove jovens adultos portugueses vive num agregado familiar em que existe insegurança alimentar, ou seja, em que as dificuldades económicas não permitem comprar alimentos nutricionalmente adequados e seguros para a alimentação diária. Limitações que podem ter consequências negativas para a saúde.

Um estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), publicado na revista "International Journal of Public Health", avaliou a prevalência e os determinantes de insegurança alimentar numa amostra de 954 jovens adultos portugueses, com 26 anos de idade.

A investigação realizada em 2016, momento de recuperação da crise económica que o país atravessou, mostra como um número considerável de famílias ainda tem dificuldades para realizar refeições completas e nutricionalmente adequadas. A faixa etária estudada pretendeu traduzir um olhar sobre uma fase da vida em que predominam os empregos precários e em que há menor proteção social. "Queríamos perceber quão suscetíveis eram à insegurança alimentar", afirmou Isabel Maia, primeira autora do estudo.