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José Pedro Simões candidata-se a Belém para ser "a voz do Interior"

José Pedro Simões candidata-se a Belém para ser "a voz do Interior"

José Pedro Simões, que esta sexta-feira anunciou a sua candidatura à Presidência da República, disse que quer ser a "voz do Interior" no ato eleitoral que pretende disputar, mostrando que o "cidadão comum" também pode candidatar-se.

"Fixei-me no Interior há 19 anos, por razões de melhor qualidade de vida e conforto para educar os meus filhos. Daí o mote da candidatura ser "Dar Voz ao Interior". Combater a interioridade", disse.

O candidato presidencial, 48 anos, natural na Guiné-Bissau, funcionário bancário e sem filiação partidária, falava na localidade de Boidobra, Covilhã, distrito de Castelo Branco, onde se fixou depois de ter crescido na zona de Lisboa.

Perante algumas dezenas de pessoas que marcaram presença neste ato - que decorreu num espaço cedido por uma associação local - José Pedro Simões explicou que a candidatura "nasce de uma ideia formada em família e cimentada após conversas com amigos".

Segundo referiu, é também uma candidatura que pretende "demonstrar que, sem qualquer apoio partidário, o cidadão comum se pode candidatar", dando o seu contributo num espaço de debate e de ideias".

Sublinhando a ideia de que "apesar das adversidades" não se devem virar as costas à luta, o candidato referiu que nunca deixou de estar atento ao que se passa na sociedade e "de participar civicamente em atividades diversas" e disse estar ciente das dificuldades inerentes ao processo de candidatura.

Entre as questões, apontou a da recolha de assinaturas que já iniciou e que, em resposta aos jornalistas disse rondarem atualmente as cerca de 1300 subscrições, "manifestamente pouco", assumiu.

Para ultrapassar esse obstáculo, conta com os amigos e com o recurso instituições que o possam apoiar, esperando também que a apresentação oficial contribua para "alargar essa base de apoio", que diz sentir desde que tornou pública a intenção de avançar na corrida a Belém.

Uma disputa que assume "difícil de vencer", mas que considera ter de enfrentar no sentido de ajudar o interior, pretendendo fazê-lo ao colocar na ordem do dia questões como o encerramento de serviços, a desertificação ou a necessidade de medidas de discriminação positiva.

"Julgo ser importante, como candidato, ter um papel ativo no lançamento de alertas sobre estes problemas e resolução dos mesmos. Ser catalisador de ideias, pedir medidas de intervenção, mesmo que estas medidas sejam da competência do Governo", fundamentou.

Questionado sobre o financiamento, José Pedro Simões referiu que conta apenas com o orçamento familiar e eventuais apoios que possam surgir e adiantou que, se conseguir chegar à fase de formalização e de campanha, o aspeto monetário terá de ser "muito bem gerido".

No que respeita à atualidade política e ao que faria caso fosse Presidente da República, afirmou que "indigitaria o partido mais votado, tal qual diz a Constituição, procurando que esse partido encontrasse junto do Bloco Central um acordo para conseguir uma maioria".

"Na ausência disso, chamaria efetivamente os partidos a seguir mais votados, quer fossem de esquerda ou não, mas também procuraria que me assegurassem um plano de governação com estabilidade perante as instituições internacionais e de forma a não estragarmos a credibilidade que o país tem vindo a ganhar", acrescentou.

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