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Litoral arrefece, interior continua com mais de 30 graus

Litoral arrefece, interior continua com mais de 30 graus

O IPMA prevê, para esta quarta-feira, em Portugal continental, céu pouco nublado, vento em geral fraco e descida de temperatura no litoral oeste. Risco de incêndio em algumas regiões do país continua em alta.

As previsões apontam para neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais do litoral Norte e Centro. O vento será fraco, tornando-se moderado de noroeste a partir do início da tarde, e moderado a forte nas terras altas das regiões Centro e Sul, a partir do meio da tarde.

Quanto às temperaturas, que vão descer no litoral oeste, as máximas devem variar entre os 21, no Porto e em Viana do Castelo, e os 34, em Beja e Castelo Branco. As mínimas vão variar entre os 10, em Braga, e os 18, em Portalegre. Consulte as previsões para o seu concelho aqui.

Risco de incêndio

Os concelhos de Loulé, São Brás de Alportel, Tavira, Castro Marim e Alcoutim, no distrito de Faro, apresentam risco máximo de incêndio. Em risco muito elevado, estão 17 concelhos dos distritos de Faro, Beja, Santarém, Castelo Branco, Braga e Bragança. E em risco elevado estão mais de 70 concelhos dos distritos de Faro, Beja, Évora, Lisboa, Santarém, Castelo Branco, Viseu, Portalegre, Braga, Vila Real e Bragança.

O risco de incêndio determinado pelo IPMA tem cinco níveis, que vão de "reduzido" a "máximo", sendo o "elevado" o terceiro nível mais grave. Os cálculos para este risco são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

O Governo decidiu prolongar a proibição de queimadas até quinta-feira nos distritos de Beja, Bragança, Castelo Branco, Évora, Faro, Guarda, Lisboa, Portalegre, Santarém e Setúbal. A decisão decorre das previsões do IPMA e do aviso à população da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil sobre o perigo de incêndio rural.

Dados provisórios do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) indicam que este ano registaram-se 2753 ocorrências de incêndios rurais, que queimaram 5494 hectares. Segundo o ICNF, 46% da área ardida diz respeito a povoamentos florestais, 51% a matos e 3% a agricultura.