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Livrarias ameaçam boicotar manuais escolares em 2019

Livrarias ameaçam boicotar manuais escolares em 2019

Empresários enfrentam problemas financeiros por falta de pagamento dos livros deste ano. Ministério diz que desde setembro está a transferir verbas para as escolas.

Dois meses após o arranque das aulas, ainda há livrarias que não receberam o dinheiro dos manuais escolares, cuja responsabilidade é das escolas, mediante verbas transferidas pelo Ministério da Educação. Dada a complexidade do sistema, muitas ameaçam não aderir em 2019, comprometendo, assim, o alargamento da medida ao 12.º ano, que irá abranger 1,2 milhões de alunos. Há quem tenha recorrido à Banca para suportar o atraso. Ministério garante que está a pagar às escolas e pais estão preocupados.

Na Livraria Isabsa, em Lisboa, Abdul Gafar faz contas. Com "vouchers" de agosto e setembro ainda por receber, decidiu a 1 de outubro não aceitar mais encomendas. "Dos 100 mil euros que tinha a receber, só me pagaram uns 20%", revela. O capital da empresa não foi suficiente e teve de "pedir um empréstimo de 50 mil euros para pagar às editoras". No próximo ano, com o alargamento da medida ao 12.º ano, serão "mais livros e mais caros". Por isso, diz Abdul Gafar, "se o sistema de pagamento for igual, não vou aderir".

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