Educação

Livreiros à espera de dinheiro já estão a recusar vouchers

Livreiros à espera de dinheiro já estão a recusar vouchers

Livros gratuitos até 12.º ano deixam livrarias sem liquidez. Ministério diz que cumpre prazos, sem revelar dados.

Há livreiros sem mais capacidade de endividamento para comprar manuais e que estão a suspender as encomendas até que o Ministério da Educação lhes pague o que deve. O dinheiro "sai, mas não entra", diz um livreiro ao JN, lembrando que o alargamento da gratuitidade ao 12.º ano faz com que não possam contar com os valores dos outros anos de escolaridade. O Ministério garante que o processo melhorou e que não há reclamações, mas não diz quanto já pagou aos livreiros.

"Há muitas papelarias que não vão aguentar! No ano passado, os livros só eram gratuitos até ao 6.º ano, ou seja, o dinheiro que faturávamos com o 3.º ciclo e secundário dava para aguentar a demora do pagamento dos vouchers. Este ano, com manuais gratuitos até ao 12.º ano, é muito complicado", explica Pedro Silva, da papelaria "Smile", em Vila do Conde. O livreiro de 38 anos, com negócio aberto há três, pediu dinheiro ao banco. E neste momento, já está a recusar novos vouchers.

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