apoios comunitários

Mais apoio comunitário para agricultores afectados pelo mau tempo

Mais apoio comunitário para agricultores afectados pelo mau tempo

O ministro da Agricultura anunciou hoje, domingo, em Torres Vedras que a Comissão Europeia decidiu alargar de 50 para 75 por cento o financiamento comunitário para os agricultores do Oeste afectados pelo mau tempo.

"Estava previsto um fundo comunitário a 50 por cento disponível a fundo perdido para os agricultores e a notícia que vim dar é que as negociações correram bem e vai ser possível utilizar um fundo de 75 por cento", disse aos jornalistas o ministro António Serrano.

O titular da pasta da Agricultura explicou que as negociações em Bruxelas permitiram alargar de 50 para 75 por cento a fundo perdido a comparticipação comunitária do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER) destinada a repor o potencial produtivo, num total de 18 milhões.

Questionado pela Agência Lusa, António Serrano esclareceu que o alargamento dos apoios comunitários até 75 por cento para repor o potencial produtivo abrange todas as regiões do país, nomeadamente o Algarve, onde os agricultores tiveram também prejuízos provocados pelo mau tempo.

No Oeste, após visitar duas explorações agrícolas afectadas, adiantou que o recurso ao PRODER é um dos apoios anunciados pelo Governo a que os agricultores mais estão a recorrer.

"Até sexta-feira tínhamos 232 candidaturas com uma declaração de prejuízo acima dos 16 milhões de euros", revelou, adiantando que até segunda-feira (último dia para a apresentação de candidaturas) se estima que se possa chegar às 300 candidaturas, como era esperado de início.

Apuradas as contas, nesta região "os prejuízos rondam os 20 a 22 milhões de euros, portanto mesmo com um aumento da comparticipação para 75 por cento o dinheiro para a agricultura é suficiente", adiantou.

O aumento da comparticipação comunitária foi bem recebido pelos agricultores.

"É com muita satisfação que recebemos a notícia porque é uma ajuda muito significativa para reconstruir as estruturas produtivas", reagiu Laura Rodrigues, porta-voz das organizações agrícolas,

Segundo a dirigente, as ajudas a fundo perdido apenas até 50 por cento "criava dificuldades para alguns agricultores" que já se encontravam endividados, uma vez que iria aumentar o seu investimento.