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Mais violência sexual e ameaças de morte no namoro

Mais violência sexual e ameaças de morte no namoro

Têm pouco mais de 20 anos e não veem um estalo, a perseguição nas redes sociais, o controlo do telemóvel ou o ciúme doentio como violência.

Os episódios de violência no namoro começam cada vez mais cedo e estão a ganhar contornos mais graves. No ano passado, segundo o Observatório da Violência no Namoro, aumentaram os casos de violência sexual e ameaças de morte entre namorados. O mais recente estudo da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) revela ainda que mais de metade dos jovens portugueses já viveu situações de violência no namoro, a grande maioria sem o reconhecer.

A propósito do Dia dos Namorados, que se assinala esta quinta-feira, a Associação Plano i faz um balanço das denúncias que recebeu na plataforma online, principalmente do Porto, Braga e Lisboa. "Recebemos 101 denúncias de vítimas, ex-vítimas ou testemunhas", diz Mafalda Ferreira, criminóloga e coordenadora do Observatório para a Violência no Namoro. Mais de 90% das vítimas são mulheres, mas a violência no namoro também é feita por elas. E se em 2017 a média de idades era 29 anos, agora já está nos 22. "A violência começa cada vez mais cedo", diz.