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Marinha anuncia processo de averiguações sobre morte de cadete

Marinha anuncia processo de averiguações sobre morte de cadete

A Marinha vai avançar com um processo de averiguações à morte de um cadete da Escola Naval durante uma prova de corta mato realizada, esta terça-feira, na Base Naval de Lisboa, em Almada.

"Já foi efetuada a participação da ocorrência e a Marinha vai nomear ainda hoje um oficial averiguante para conduzir o processo de averiguações", disse à Lusa o comandante Fernando Fonseca.

Um cadete da Escola Naval morreu depois de desmaiar durante uma prova de corta-mato realizada na Base Naval de Lisboa, em Almada, no âmbito de uma aula de educação física.

"O exercício, que se iniciou pelas 8.30 horas, consistia numa prova de corta-mato de seis quilómetros, no perímetro da Base Naval de Lisboa, e era vigiado por 10 militares com uma viatura de apoio. O cadete desfaleceu ao chegar ao quinto quilómetro da prova, tendo sido prontamente assistido por outros cadetes, pelos monitores e por um oficial que praticava desporto, que cruzava o mesmo local, cerca das 8.55 horas", disse a fonte.

Segundo o comandante Fernando Fonseca, o jovem, de 22 anos, foi de imediato transportado para o Centro de Medicina Naval pela viatura de apoio.

"Foi assistido por uma equipa médica, que lhe prestou assistência diferenciada. Foi também contactado o INEM que prontamente chegou ao local", acrescentou.

O cadete foi posteriormente transportado para o hospital de S. José, em Lisboa, onde foi dada continuidade às manobras de reanimação, mas não foi possível reverter a situação e acabou por morrer, cerca das 10.40 horas, segundo a mesma fonte.

"A Marinha tem estado a prestar todo o apoio, inclusive psicológico, aos familiares e aos camaradas do cadete. Num momento de profunda dor para a toda a família naval com a perda de um dos nossos, enviamos as mais sentidas condolências à família e amigos", referiu.

O cadete, do 4º ano da Escola Naval, frequentava o curso de Engenharia Naval - Ramo de Armas e Eletrónica.

O ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, já lamentou, em Bruxelas, a morte do cadete, afirmando tratar-se de "uma tragédia terrível" e "absolutamente inopinada" que atingiu um jovem atleta promissor, com exames médicos em dia.